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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dívidas e Temores

Desde 19 de Maio de 2005, instalou-se uma polémica na assembleia municipal de Borba.
Nessa reunião extraordinária um deputado da maioria – de duvidosa imputabilidade, por défice de lucidez – fez afirmações insultuosas a eleitos da CDU.
Iniciou-se uma polémica, porque os eleitos da CDU pediram a gravação áudio da reunião, como seria justo, mas a maioria, com o presidente da mesa da assembleia como prepotente destacado, não acedeu a facilitar as gravações, baseando-se em interessadas interpretações legais, mas recusando, sempre, pedir parecer à Procuradoria Geral da República, como exigiram os eleitos da CDU.
A polémica não está – nem estará – sanada; no actual mandato, os eleitos da CDU têm votado desfavoravelmente a aprovação das actas das reuniões, porque verificam a mais clara manipulação, porque, a partir da recusa da cedência das gravações áudio, recusam gravar, como protesto contra a prepotência do presidente da assembleia municipal, tão desconhecedor, quanto autoritário e prepotente.
Na reunião extraordinária de 31 de Outubro, o deputado que, Maio de 2005 insultara, regressou, com a complacência – e assentimento tácito do presidente – à calúnia, à injúria e à difamação.
Perante tanto desaforo, requeri que aquelas afirmações despropositadas fossem registadas em acta, de modo que os eleitos da CDU tomem as providências que houverem por convenientes, incluindo querela, seguindo, nesse caso, o caminho que, por muito menos razão, segue, como forma de intimidação, o presidente da Câmara Municipal, incapaz de tolerar qualquer crítica.
Na intervenção pronunciada na sessão solene, 25 de Abril de 2007, censurámos o clima de boatos espalhados pelo P.S. no período que precedeu o acto eleitoral de 2001, como método reprovável de fazer política.
Não seguiremos esse tenebroso caminho, mas, porque «quem não deve não teme», torno pública uma proposta:
Se existem suspeitas, procure-se a verdade: 1. seja criada uma comissão independente para investigar o património de todos os eleitos; 2. pessoalmente, serei o primeiro a autorizar essa investigação; 3. sejam, depois, tomadas as medidas apropriadas.
Quem tem medo? Porque recusa a maioria ceder as gravações áudio? Porque quer proteger a calúnia irresponsável, porque a difamação gratuita lhes serviu (e poderá servir) para iludir incautos; quem cultiva a injúria? Quem ameaça, inclusive, eleitos? Quem persegue trabalhadores? E, ainda mais, quem adultera e manipula processos disciplinares? Venha a verdade! Venha a investigação, venha, finalmente, a dignificação da função autárquica, contaminada por aqueles que a utilizam para compadrios, amiguismos, para proteger interesses. Esses gostam da obscuridade; os que nada temem gostam da clareza, da transparência.
Fico à espera da resposta, quero saber se os boatos, as calúnias, as difamações e as injúrias agradam, penso que sim, à maioria; se aceitarem a averiguação, tudo ficará claro para a opinião pública; se recusarem: torna-se patente a metodologia de exercer o poder; esclarece-se que valores cívicos distinguem os eleitos e os respectivos projectos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Distraído ou Irresponsável?

A Câmara de Borba caminha «a passos largos» para o abismo, por responsabilidade clara do presidente que se demite – e tem demitido – de assumir uma atitude responsável perante o crescimento da dívida que hipoteca o futuro de gerações sucessivas. O Sr. Presidente estará distraído ou será irresponsável? Não perceberá que a dívida atinge valores proibitivos? Não respeitará a autonomia de decisão dos munícipes das próximas gerações? Não verá fechados os equipamentos que faz recuperar ou construir sem nenhuma ideia de utilidade?
Parece impossível que não entenda a desertificação do concelho, escondendo o rotundo fracasso da bravata do desenvolvimento; onde está a criação de empresas? E o «ninho das empresas» anunciado com desproporcionada propaganda – a única coisa que sabe fazer com mestria – terá ruído? É que empresas, zero!... como se pode fixar população, quando o emprego desaparece? Que sabe – pois não diz nada – da derrocada dos mármores? Que projectos elaborou para equipamentos de elevado custo que estão inutilizados? isto é maneira de gastar(desbaratar) o dinheiro dos borbenses? E, neste percurso irresponsável, prepara «novas loucuras» que são mais manifestações de irresponsabilidade. Quando inúmeras câmaras recusaram a transferência de competências na área escolar, o Sr. Presidente, na sua alegre irresponsabilidade, consta que o assinou; porquê? Porque, isolado, refugia-se na futura promoção pessoal, que o faz perder a dimensão do senso comum. Terá o Sr. Presidente ouvido/lido algo sobre a catastrófica crise financeira global? Ou, fechado na redoma do delírio (de erguer betão) megalómano, tais «ninharias» não o incomodam? É possível, porque há muito tempo vive num mundo irreal que só ele contempla; tudo o que seja alheio a essa ficção é-lhe indiferente. Borba desertifica-se, perde poder de compra, assiste ao crescimento da pobreza, de populações dependentes, mas o Sr. Presidente não parece saber, porque prossegue o desastroso caminho do despesismo, comprometendo, a prazo, a existência deste concelho! Mas, nesse tempo, já não estará na «redoma do poder» e, como andou distraído, desculpar-se-á!... que tristeza de Presidente! Mas não foi tragédia, foi manipulação dos borbenses que, à semelhança do «caudilho» se distraíram, deixaram-se embalar pela cantilena demagógica e mentirosa do P. S. O preço dessa mentira é alto! Para esconder a retinta mentira que tem sido o seu mandato, persegue e discrimina trabalhadores e munícipes, porque tanto prometeu, que agora, quando teria que cumprir, intimida, se puder, porque, perante tanta falsidade, perde-se alguma coisa: o ilustre perdeu a credibilidade, e, por muito que grite, a autoridade… Quando se perdem, ao mesmo tempo, estes atributos, recorre-se à ilegalidade, à limitação dos direitos dos eleitos oposicionistas, a tudo quanto preserve a imagenzinha. Será o Sr. Presidente distraído? Ou será irresponsável? Cremos que a irresponsabilidade é o traço mais apropriado para definir: o Sr. Presidente; a maioria; os últimos dois mandatos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Delírio, Demagogia e Demissão

A maioria que desgoverna a câmara destacando o presidente – os outros vereadores são mudos – é portadora de certos estigmas: delírio; demagogia; demissão.
Deliram, quando imaginam megalomanias que lhes fazem ficcionar este concelho, como se fosse uma metrópole imensa.
Segregam demagogia, quando perdem a dimensão ética, especialmente no que diz respeito à dívida (20 milhões de euros) já que comprometem o futuro de duas gerações para satisfazer o seu narcisismo.
Já se terão interrogado (não creio) sobre a utilidade dos "elefantes" que erguem? Terão, alguma vez, definido projectos sustentáveis para tanto betão?
Demitem-se: de reflectir (por incapacidade intelectual) sobre a crise social; que sabem sobre a redução de habitantes em Borba? Preocupa-os o crescimento da pobreza no concelho? Que fazem ou fizeram para aliviar o desemprego? Onde estão as empresas sonhadas? E, quanto ao betão, têm estimados os custos da manutenção desses equipamentos, alguns supérfluos?
Pensar faz «dor de cabeça» à maioria! Provoca-lhe indigestões, sendo incómodo. Preferem imaginar uma grande cidade! E, delirando, não os alucinará o sonho de um aeroporto? Quem sabe se o próximo panfleto eleitoral não incluirá tão arrojada imaginação? Por acaso não terão ainda gozado «merecido descanso» na pousada do Convento das Servas? Reina na maioria «grande confusão» entre o delírio das promessas para não cumprir, uma espécie de gigantismo urbano e a inqualificável indiferença perante os verdadeiros problemas deste concelho...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Município de Borba entra em ruptura financeira no ano de 2008.

A câmara de Borba deve cerca de 19.000.000,00€ (aproximadamente três milhões e oitocentos mil contos), incluindo compromissos assumidos e não pagos, assim como formas escondidas de divida para enganar os borbenses. Toda as obras feitas não estão pagas e se o governo cumprir a Lei das Finanças locais, a câmara deve ser declarada em ruptura financeira e desequilíbrio estrutural. Sujeita-se a não receber parte significativa dos fundos que são habitualmente transferidos pelo poder central, no montante aproximado de 1.750.000,00€. (trezentos e cinquenta mil contos)Fica em risco parte da actividade do município: será que para se economizar se deixará de pagar o aluguer do veículo da presidência? Será que vão ser reduzidos os tachos dos rapazinhos da JS que inundam a câmara? E por acaso serão reduzidas as viagens fantasma da secretária do senhor presidente da câmara?
Quando ouvimos dizer a respeito da divida da câmara: “quem vier atrás que feche a porta”, ultrapassa-se a dimensão da política e atinge-se o plano da honestidade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A dívida da Câmara Municipal mais os compromissos assumidos (Agosto 2007)

Fornecedores:
Encargos processados e não pagos - 4 700 000.00 €

Compromissos Assumidos (contratos assinados) - 8 000 000,00€

Empréstimos Bancários:
Empréstimos de médio e longo prazo – 3700 000,00€
(2 765 000€ contraídos desde que o PS chegou à Câmara em 2002)

Empréstimos de curto prazo - 300 000,00€

Outros - 64 000,00 €

Leasing/Factoring (formas de adiar pagamentos)-2 500 000,00€

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

ENDIVIDAMENTO SOBE EM FLECHA

A forma como estão a ser feitos estes investimentos preocupa-nos e temo-lo dito nos diferentes órgãos autárquicos. Tudo isto está a ser feito à custa do endividamento municipal, que sobe assustadoramente, mês a mês, comprometendo o presente e, sobretudo, o futuro.
Se tivermos em conta que as receitas próprias da Autarquia rondam os 4 milhões de euros, poderemos avaliar como está comprometido o futuro.

FUTURO MUITO COMPROMETIDO

Com este cenário, perguntamos: como vão ser feitos projectos estruturantes e surpreendentemente adiados e alguns que, por diversos atrasos ou erros estratégicos de definição de prioridades, não conseguiram aprovação no quadro comunitário que agora termina?

Estamos a falar de:

Parque de Feiras e Exposições, adjudicado por 2 370 000 € (dois milhões e trezentos e setenta mil euros), com contrato assinado com a empresa, desde 24-02-06.
Pavilhão de Eventos, adjudicado por 2 900 000 € (dois milhões e novecentos mil euros), com contrato assinado com a empresa desde 28-06-06.
Infra-estruturas da Zona Industrial do Alto dos Bacêlos – custo estimado de 4 200 000 € (quatro milhões e duzentos mil euros)
Centro de Acolhimento das Micro empresas – custo estimado de 550 000 € (quinhentos e cinquenta mil euros)
Estrada Borba – Orada – 1 000 000 € (um milhão de euros).


Como vão terminar as obras que estão em execução, se se mantiverem (como tem sido habitual) trabalhos a mais na ordem dos 20 a 25% e derrapagem constante nos prazos de execução?

Como vai terminar a obra do Mercado Municipal de Borba, que já tem trabalhos a mais aprovados na ordem dos 90 000 euros (21,5% do valor da empreitada) e perto de dois anos de atraso para a sua conclusão? Esta obra vai custar mais de 600 mil euros aos borbenses. Porquê tantos trabalhos a mais na execução de um projecto que custou mais de 25 000 euros? De quem é a responsabilidade?
Porque não rescinde ou não rescindiu ainda a Câmara o contrato com a empresa que está a desenvolver a empreitada e que não cumpre os prazos? Porque continua a conceder adiamentos de prazos e não aplica as multas previstas por incumprimento contratual? Que interesses estarão aqui escondidos?
A obra de remodelação das infra-estruturas e arranjo urbanístico da vila de Borba (zona envolvente às muralhas) pela verba envolvida (1 milhão de euros) e pela natureza polémica que a execução de um projecto desta natureza sempre suscita, não deveria ter tido uma discussão pública antes da sua execução?
O projecto não deveria ter sido dado a conhecer aos eleitos dos diferentes órgãos autárquicos e à população, em geral, para recolha de criticas e sugestões? O prazo para conclusão da obra estava previsto para 31 de Outubro. Vai ser concedida mais uma prorrogação de prazo? E como vamos ficar de trabalhos a mais?