Ao ler o programa da Feira do Queijo
– Santiago de Rio de Moinhos (21/23/03/2008) – fiquei estarrecido!
O programa é a fotografia mais fiel da maioria que (des)governa o município.
A mediocridade do programa é a mediocridade dos eleitos da maioria; numa manifestação de «bacoquismo» enganam a freguesia, porque um acontecimento que poderia promover o queijo de Rio de Moinhos, é utilizado para promover bairrismos medievais, incompatíveis com a globalização que, quais tolos, aplaudem, sem imaginar as consequências; certamente que o negócio dos vendedores não justifica tão pobre empreendimento, à medida da pobreza dos projectos dos que, enchendo os pasquins que manipulam de desenvolvimento, nem sabem o que isso seja, mas, mais desastroso, nada fazem, consistente, para o promover.
Quando inscrevem, tão ufanos quanto tolos, os grupozinhos de dança que emitam as pimbalhadas estrangeiras de péssimo gosto, que pensam que promovem? Claro que não lhes interessam os grupozinhos, mas, calculando o efeito da vaidade, atraem os familiares deslumbrados, não com o significado cultural, mas com o exibicionismo «patego», expressão da realidade de fraco conhecimento.
Isto será apenas pimbalhada/pateguismo, ou prática calculada de manipulação dos comportamentos mais básicos? Se a opção por manipular calculadamente for, como creio, estratagema, descemos a tácticas oriundas do fascismo, aliás, tão do gosto do P.S., no deslumbramento por segurar, a qualquer preço, o poder, tácticas que seduzem a maioria, ao menos o Presidente da Câmara, porque os restantes vereadores são meros feitores, sem ideias, mas obedientes, porque o «pãozinho» está difícil e qualquer diferença de opinião pode conduzir ao futuro desemprego, porque opta-se por subserviência como critério de selecção.
Projectos culturais, no verdadeiro significado do conceito, em Borba, são miragem; alienar, alienar, está na ordem do dia, porque rende, isto é, pensam, garante poder, com o cortejo de benefícios e interesses que lhe estão associados; não foi essa a génese deste grupo que, utilizando estratagemas eticamente insustentáveis, se organizou? Enquanto a manipulação der rendimento, têm o caminho aplanado, porque sabem, como mestres, usar a fuga à verdade. A Feira do Queijo, com estes propósitos, neste figurino, não garante «desenvolvimento», mas, acreditam piamente, pode garantir mais alguns anos de Poder... Rio de Moinhos merecia mais!... O concelho precisa muito mais que «festinhas deprimentes»!