Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cultura. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Campanha "Um Livro para o PCP"


Com o objectivo de criar um espaço de leitura que possibilite o enriquecimento político e cultural no nosso centro de trabalho, solicitamos a todos os camaradas e amigos a oferta de um livro.

Contacta Comissão Concelhia Borba

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O que pesam os Factos

Em 15 de Novembro de 1907 nasceu, em Borba, o poeta Humberto Silveira Fernandes, falecido, em 1928, jovem; Em 2007 celebrou-se o 1.º centenário desse nascimento.
Que promoveu a câmara municipal para recordar esse borbense? Não se pode dizer que a sua obra literária influenciou a literatura portuguesa, porque a sua juventude não permitiria grandes fôlegos, embora revelasse potencialidades estéticas promissoras; os seus escritos são fortemente condicionados pela vivência social, mas a aspiração à poesia, nos seus verdes anos, deixou-nos curiosos sobre o manancial criador do jovem Humberto.
Em tempo oportuno no programa «Traço de União» que realizámos/produzimos na Rádio Borba, com o patrocínio do executivo municipal de maioria CDU, quando alguns «pingos de liberdade de expressão» permitiram esse trabalho gratificante, dedicámos alguns programas à análise da obra dos poetas borbenses: Luís Trindade e Humberto Silveira Fernandes, facto que possibilitou o conhecimento desses desditosos jovens autores.
Não sobrevalorizamos as suas obras poéticas, mas, num concelho onde a prática de escrever não tem cultores abundantes, teria merecido qualquer acto cívico comemorativo.
Surpreendido, não; a cultura não faz parte das preocupações da actual maioria cuja intervenção no sector da cultura revela a mais desconsoladora mediocridade. Aflige: o pateguismo, o bacoquismo, a ignorância revelada, inclusive, na escrita de textos. Populismo, propaganda, demagogia, têm acolhimento/aplauso do actual presidente da câmara; qualidade, profundidade, estão afastadíssimas, porque a cultura reforça a identidade e a maioria que, por hoje, detém o poder sabe que a sua permanência baseia-se nestas práticas e, sobretudo, na perda de identidade cultural na região Alentejo, feudo desejado, como partido único, pelo P.S, como afirmou, 21 de Fevereiro de 2005 um destacado dirigente.
Pressagio, no acto livre da escrita, a intolerância do Sr. Presidente da Câmara… Ilustre, tenha paciência, não queira matar o mensageiro… que não teme ameaças como as que foram proferidas, em discurso mais acalorado, na assembleia municipal, 31 de Outubro. Sabe como pode fazer? Mudar, que os factos pesam… e os responsáveis, de verdade, hão-de suportar esse fardo pesado; - o julgamento da História.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Comemoração do Dia Mundial do Teatro em Borba



Encenações Imaginárias

terça-feira, 4 de março de 2008

Pimbalhadas e Pateguismo

Ao ler o programa da Feira do Queijo
– Santiago de Rio de Moinhos (21/23/03/2008) – fiquei estarrecido!
O programa é a fotografia mais fiel da maioria que (des)governa o município.
A mediocridade do programa é a mediocridade dos eleitos da maioria; numa manifestação de «bacoquismo» enganam a freguesia, porque um acontecimento que poderia promover o queijo de Rio de Moinhos, é utilizado para promover bairrismos medievais, incompatíveis com a globalização que, quais tolos, aplaudem, sem imaginar as consequências; certamente que o negócio dos vendedores não justifica tão pobre empreendimento, à medida da pobreza dos projectos dos que, enchendo os pasquins que manipulam de desenvolvimento, nem sabem o que isso seja, mas, mais desastroso, nada fazem, consistente, para o promover.
Quando inscrevem, tão ufanos quanto tolos, os grupozinhos de dança que emitam as pimbalhadas estrangeiras de péssimo gosto, que pensam que promovem? Claro que não lhes interessam os grupozinhos, mas, calculando o efeito da vaidade, atraem os familiares deslumbrados, não com o significado cultural, mas com o exibicionismo «patego», expressão da realidade de fraco conhecimento.
Isto será apenas pimbalhada/pateguismo, ou prática calculada de manipulação dos comportamentos mais básicos? Se a opção por manipular calculadamente for, como creio, estratagema, descemos a tácticas oriundas do fascismo, aliás, tão do gosto do P.S., no deslumbramento por segurar, a qualquer preço, o poder, tácticas que seduzem a maioria, ao menos o Presidente da Câmara, porque os restantes vereadores são meros feitores, sem ideias, mas obedientes, porque o «pãozinho» está difícil e qualquer diferença de opinião pode conduzir ao futuro desemprego, porque opta-se por subserviência como critério de selecção.
Projectos culturais, no verdadeiro significado do conceito, em Borba, são miragem; alienar, alienar, está na ordem do dia, porque rende, isto é, pensam, garante poder, com o cortejo de benefícios e interesses que lhe estão associados; não foi essa a génese deste grupo que, utilizando estratagemas eticamente insustentáveis, se organizou? Enquanto a manipulação der rendimento, têm o caminho aplanado, porque sabem, como mestres, usar a fuga à verdade. A Feira do Queijo, com estes propósitos, neste figurino, não garante «desenvolvimento», mas, acreditam piamente, pode garantir mais alguns anos de Poder... Rio de Moinhos merecia mais!... O concelho precisa muito mais que «festinhas deprimentes»!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Onde está a política cultural estruturante?

A política do betão está aí. Neste contexto de irresponsabilidade e caciquismo que põe em causa o real desenvolvimento do concelho nos próximos anos, existem diversas áreas que têm sido negligenciadas. Destacamos na presente reflexão o âmbito cultural. O desenvolvimento local tem como condição fundamental a acção cultural enquanto exercício de cidadania, parte estruturante dos processos de interacção.
Consideramos a cultura e a cidadania como eixos determinantes do desenvolvimento integrado dos indivíduos e da comunidade e, nesse sentido, como pilares de políticas públicas (fundamentais) ao serviço dos cidadãos.
Não é necessário fazer uma análise exaustiva da realidade cultural do concelho, para concluirmos que também neste âmbito a actuação do executivo PS é uma ENORME falácia.
É confrangedora e inaceitável a ausência de uma politica cultural estruturante, que assuma o desenvolvimento e fruição de práticas culturais, envolvendo o movimento associativo, o mecenato e os cidadãos.
Não existem quaisquer acções fruidoras de dinâmicas culturais e artísticas, que envolvam os cidadãos no desenvolvimento de novas competências. Não existem espaços de crescimento individual e colectivo, que permitam novas aprendizagens a partir de novos objectos, novas vivências, que sejam realmente participados e interiorizados. Não existem processos de valorização e preservação das especificidades locais, mediante o desenvolvimento de planos transversais que abarquem a área educativa, social e cultural.
O que existe são acções descontínuas e mal estruturadas alancadas em espaços e modelos estereotipados, nas quais se utilizam metodologias de gestão cultural, sem qualquer envolvimento por parte da população quer na sua construção, quer na sua apropriação. É necessário sensibilidade, arrojo e inteligência para a construção de novos modelos, novas práticas que tenham por base a promoção dos saberes, a nossa identidade, o nosso património, as nossas pessoas.
De forma a agrupar as nossas preocupações nesta área sistematizámos breves questões, a partir das quais todos nós devemos reflectir, e daí retirar conclusões, honestamente.
Onde está a politica cultural estruturante?
Onde está a promoção e fruição de práticas culturais e artísticas?
Onde estão as medidas de dinamização e responsabilização do movimento associativo?
Onde estão os espaços comunitários de partilha, construção e tomada de consciência?