quinta-feira, 29 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Viva o 25 de Abril e o 1º Maio!
A partir de 25 de Abril de 1974 passou a ser para todos o direito de votar, de eleger e ser eleito, de participar na vida pública, de tomar parte nas decisões sobre o futuro do nosso pais, de reivindicar direitos e de protestar contra as injustiças.
Em 25 de Abril de 1974 Portugal reconheceu o direito dos povos colonizados à liberdade e à independência e pôs termo à sangrenta guerra colonial.
Graças ao 25 de Abril de 1974 Portugal passou a ter um Serviço Nacional de Saúde e um Sistema de Ensino Público tendencialmente gratuitos e universais.
Em 25 de Abril de 1974 passou a haver reformas, salário mínimo, férias pagas, assistência na doença. Passou a haver o direito à greve. Os direitos associados à maternidade, a licença de parto, a saúde reprodutiva, são direitos adquiridos graças ao 25 de Abril.
Só em 25 de Abril de 1974 as mulheres portuguesas passaram a ser consideradas, perante a lei, cidadãos de pleno direito.
Os salários dos trabalhadores foram objecto de aumentos muito significados, O 25 de Abril permitiu distribuir a riqueza produzida de formas menos desigual e aumentar o nível de vidas da generalidade dos portugueses.
As gigantescas realizações da Reforma Agrária arrancaram os campos do Alentejo e do Ribatejo do sistema quase feudal de exploração levaram-nos a produzir e a distribuir riqueza como nunca tinha sido visto ate então.
Tudo isto foi apenas há 36 anos.
Hoje, Portugal está aparentemente mais rico, mais culto, mais saudável, mas a distribuição da riqueza contínua desigual. Pior, essa desigualdade tem vindo a aumentar. Mantém-se níveis de pobreza elevados. A população idosa, nomeadamente, continua, numa faixa bastante significativa, pobre e desprotegida.
Hoje evocamos o 25 de Abril e a sua tremenda actualidade porque o povo português enfrenta o mais feroz ataque aos seus direitos. Vai perdendo valor nas reformas, vai perdendo direitos na área laboral, na área da saúde e da educação.
Também a comemoração do 1º de Maio em liberdade é uma conquista dos portugueses no 25 de Abril. A evocação da luta dos trabalhadores por melhoria das suas condições de vida é de grande actualidade. Hoje, direitos duramente conquistados, com sangue, suor e lágrimas, como a jornada de 8 horas, são diariamente postos em causa.
Comemorar hoje o 25 de Abril é reafirmar os seus objectivos, as suas metas e empenharmo-nos fortemente em atingi-las.
Comemorar o 25 de Abril é relembrar-nos que temos o direito de ser felizes, de sonhar e alcançar um futuro melhor.
Comemorar o 25 de Abril é também desenterrar das brumas da memória, e manter vivo para as gerações mais novas, o testemunho de um passado de terror, de miséria e de exploração, para que nunca mais aconteça.
Comemorar o 25 de Abril é hoje garantir que na nossa prática quotidiana mantemos vivo o seu espírito e procuramos construir todos os dias uma sociedade mais justa, mais equitativa, mais solidária e mais democrática. A caminho de uma sociedade socialista.
A Comissão Concelhia de Borba do PCP saúda o 25 de Abril e o 1º de Maio, como datas indissociáveis, da luta do povo português pelas suas mais elevadas e merecidas aspirações.
domingo, 26 de abril de 2009
Intervenção 25 de Abril*
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.”
Ary dos Santos
A felicidade foi conquistada no dia 25 de Abril de 1974. Para trás, na memória do Povo ficaram as perseguições da PIDE, as prisões, torturas, condenações e assassinatos. À repressão e privação dos mais elementares direitos e garantias, juntaram-se durante anos de ditadura, a exploração do trabalho, a subalimentação, a miséria, o analfabetismo.
Junto ao Povo, um Partido, o PCP. Na clandestinidade, homens e mulheres ofereceram à luta o seu maior bem, a vida, organizando-se em torno dos ideais da liberdade e democracia. Os caminhos escuros que calcorrearam, os sacrifícios que passaram, foram passos fortes e precisos, que hoje nos inspiram para a acção transformadora da sociedade. Exemplo dessas jornadas gloriosas, as greves pelas 8 horas de trabalho, as lutas dos operários agrícolas, a luta pelo fim da guerra colonial, a luta pelo direito a sindicatos livres.
Hoje não celebramos apenas o dia 25 de Abril, celebramos igualmente, todos os outros dias que foram necessários para que a liberdade se conquistasse. Não lembrar isso é branquear a luta democrática do Povo Português, e o papel preponderante que aí desempenhou o PCP.
Camaradas e amigos,
O modelo de Estado Democrático e Social e a sua concepção pluralista do poder politico trouxe-nos o reconhecimento dos direitos, garantias e liberdades fundamentais dos cidadãos. O compromisso da construção de uma sociedade livre, justa e igualitária assentou num novo exercício de relações sociais, culturais e económicas.
As conquistas de Abril não só tomaram forma e conteúdo, no poder local democrático, na liberdade de expressão, no direito ao voto, nos direitos laborais, mas também, na segurança social, no acesso universal à saúde e à educação, no direito de manifestação, no direito de associação e reunião.
Passados 35 anos da revolução, as conquistas de Abril vão-se esvaziando de conteúdo, graças à acção dos sucessivos governos PS/PSD/CDS.
Os problemas e desigualdades sociais agravam-se fruto da desresponsabilização do Estado das suas funções sociais, e da injusta distribuição de rendimentos. Cerca de 18% da população vive abaixo do limiar da pobreza, três milhões de portugueses vivem com menos de 10 euros dia e mais de 230 mil com menos de 5 euros. Os grupos sociais mais vulneráveis à perpetuação deste modelo económico e social são os reformados e os jovens. Os reformados, em virtude dos baixos valores das prestações sociais, o que se reflecte fortemente nas suas condições de vida e no acesso a bens e serviços. Os jovens pelo reforço do quadro de instabilidade e insegurança consequência do desemprego, vínculos precários e baixos salários, factores que condicionam a sua independência e mobilidade social.
A este contexto de enorme dificuldade, tem respondido o Governo PS, com politicas que nos remetem para o completo caos social e económico.
Veja-se a aplicação da legislação laboral, em particular, o novo código do trabalho que em vez de garantir direitos, defendendo quem trabalha, apresenta-se como o código da exploração que facilita os despedimentos, ataca a contratação colectiva e reduz os já magros salários da generalidade dos trabalhadores.
Veja-se o ataque sem precedentes aos trabalhadores da Administração Pública e aos serviços prestados ás populações, conquista de Abril, no saneamento básico, abastecimento de água, habitação, educação e cultura.
Veja-se o sistema de avaliação aplicado aos professores, instrumento de destruição da escola pública enquanto espaço de combate às desigualdades e preservação de valores sociais, cívicos e culturais.
Veja-se o desemprego de milhares de trabalhadores, efeito maior da crise financeira causada pela desvalorização do trabalho, especulação financeira e turbocapitalismo.
Contra isto só há um caminho: a luta!
Camaradas e amigos,
Também Borba precisa de um 25 de Abril. Aspiramos à mudança para que esta, nos restitua os princípios democráticos, pelos os quais os eleitos nos diversos órgãos municipais se devem reger. Estes têm que estar ao serviço dos cidadãos e não, de grupos organizados por mezinhas de outrora, utilizando o medo e a perseguição como controle da diversidade democrática.
Aspiramos e lutamos pela mudança porque abominamos a politica do betão feita à custa do dinheiro de todos, mas para a qual não existiu, não existe, nem existirá dimensão social, cultural e económica. Aspiramos e estamos convictos na mudança porque só através dela alcançaremos o efectivo desenvolvimento do concelho, com um projecto de pessoas, ideias, valores cívicos e ideológicos ao serviço da comunidade.
Camaradas e amigos,
Para lá do dia 25 de Abril, onde o sol nos ilumina de forma diferente, existem os outros dias, cinzentos e tristes, onde os ideais de Abril precisam de ser protegidos. A celebração da liberdade não se pode esvaziar na memória do seu significado, nem nos discursos amorfos e demagógicos dos suspeitos do costume, mas antes renovar-se em cada trabalhador, em cada jovem, em cada pensionista que exija solução para os seus problemas.
O ano de 2009 vai ter três actos eleitorais. Cada um de nós tem aí, um importante contributo a dar. Para além do voto, todos temos ainda, a responsabilidade de mobilizar e esclarecer mais homens e mulheres para a intervenção cívica e ideológica que se impõe. É legítima a exigência de uma vida melhor, melhores cuidados de saúde, educação e demais direitos sociais e laborais.
Nesse sentido deixamos o desafio para que nós, comunistas, verdes, independentes, não nos deixemos amedrontar pelas dificuldades e pressões inerentes ao acto de transformar. A consciência da realidade dá-nos forças para uma maior e melhor participação, a começar já no 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, este ano celebrado com uma festa - convívio em Vila Viçosa, e na Marcha protesto, confiança e luta, 23 de Maio em Lisboa, momento único de afirmação da autenticidade, generosidade e empenho que nos caracteriza.
Nas palavras do saudoso Ary dos Santos, poeta da liberdade,
"Isto vai meus amigos isto vai
o que é preciso é ter sempre presente
que o presente é um tempo que se vai
e o futuro é o tempo resistente"
- Excerto “O Futuro”
Viva o 25 de Abril! Viva a Liberdade! Viva o PCP
*Intervenção no almoço comemorativo d0s 35 anos do 25 de Abril
A Comissão Concelhia do PCP Borba
segunda-feira, 23 de março de 2009
Informação Digna - Direito de Abril
Os grandes meios de comunicação são, à muito, voz submissa dos grandes grupos, sustento da direita, mesmo reconhecendo certas polémicas para manter audiência/leitura.
A história da manipulação da comunicação social pelos partidos de direita há-de fazer-se, mas o governo do Sr. Sócrates tem levado a palma no embuste, na mentira, no engano, na manipulação, porque, mentindo nas suas promessas eleitorais, seria preciso intoxicar a opinião pública para parecer merecer alguma credibilidade.
Núcleo dessa estratégia de intoxicação foi a ofensiva contra os sindicatos e partidos de esquerda, salientando, claro, o PCP. Das visitas policiais, ao melhor estilo pidesco, aos sindicatos, à perfidiosa mentira, tudo tem valido; hoje, ouvir a comunicação social pública (RTP/RDP) é ser massacrado pela mensagem mentirosa do Governo e amigos capitalistas que lhe louvam: a hostilidade aos trabalhadores, os favores à grande banca, os pedidos de sacrifícios aos pobres, a futura miséria dos pensionistas, os novos mendigos de bordão e alcofa.
Eis o futuro que promete o P.S. aos trabalhadores. E aos banqueiros? Recuperação, lucros chorudos, exploração dos trabalhadores, a receita costumada.
A evolução das novas tecnologias permitiu o aparecimento doutra informação mais livre, mais verdadeira, fiel às aspirações dos trabalhadores, dos pobres, da juventude, dos intelectuais, vítimas das políticas ruinosas do Governo, os blogues.
Mas chegados ao poder corrigiram o que reprovavam? Dão, agora, exemplo de pluralismo? Basta olhar os boletins produzidos pela actual maioria e fica-se esclarecido; se tivessem razão, «naquele tempo», porque repetem os reprovados «erros»?
O pasquim é um fantasma andante, um corpo degradado, porque pouco tem que aplaudir, mas teria muito que criticar, se fosse um órgão livre; não foi, não é, nem será, por algum tempo, porque a noção de pluralismo dos seus mentores é deformada, não visa a objectividade nem o rigor, mas a manipulação, seguindo, à risca, as lições do Governo. A liberdade de expressão é atributo da democracia idealista, porque na Europa dos monopólios, o mito foi morto pelos seus pregadores. A mentira, a intoxicação, a manipulação e a difamação vão reaparecer, os «donos» têm feroz sede de «chupar o sangue fresco da manada», isto é, de espalhar mais pobreza, mais miséria, mais fome, mais opressão
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Dívidas e Temores
Nessa reunião extraordinária um deputado da maioria – de duvidosa imputabilidade, por défice de lucidez – fez afirmações insultuosas a eleitos da CDU.
Iniciou-se uma polémica, porque os eleitos da CDU pediram a gravação áudio da reunião, como seria justo, mas a maioria, com o presidente da mesa da assembleia como prepotente destacado, não acedeu a facilitar as gravações, baseando-se em interessadas interpretações legais, mas recusando, sempre, pedir parecer à Procuradoria Geral da República, como exigiram os eleitos da CDU.
A polémica não está – nem estará – sanada; no actual mandato, os eleitos da CDU têm votado desfavoravelmente a aprovação das actas das reuniões, porque verificam a mais clara manipulação, porque, a partir da recusa da cedência das gravações áudio, recusam gravar, como protesto contra a prepotência do presidente da assembleia municipal, tão desconhecedor, quanto autoritário e prepotente.
Na reunião extraordinária de 31 de Outubro, o deputado que, Maio de 2005 insultara, regressou, com a complacência – e assentimento tácito do presidente – à calúnia, à injúria e à difamação.
Perante tanto desaforo, requeri que aquelas afirmações despropositadas fossem registadas em acta, de modo que os eleitos da CDU tomem as providências que houverem por convenientes, incluindo querela, seguindo, nesse caso, o caminho que, por muito menos razão, segue, como forma de intimidação, o presidente da Câmara Municipal, incapaz de tolerar qualquer crítica.
Na intervenção pronunciada na sessão solene, 25 de Abril de 2007, censurámos o clima de boatos espalhados pelo P.S. no período que precedeu o acto eleitoral de 2001, como método reprovável de fazer política.
Não seguiremos esse tenebroso caminho, mas, porque «quem não deve não teme», torno pública uma proposta:
Se existem suspeitas, procure-se a verdade: 1. seja criada uma comissão independente para investigar o património de todos os eleitos; 2. pessoalmente, serei o primeiro a autorizar essa investigação; 3. sejam, depois, tomadas as medidas apropriadas.
Quem tem medo? Porque recusa a maioria ceder as gravações áudio? Porque quer proteger a calúnia irresponsável, porque a difamação gratuita lhes serviu (e poderá servir) para iludir incautos; quem cultiva a injúria? Quem ameaça, inclusive, eleitos? Quem persegue trabalhadores? E, ainda mais, quem adultera e manipula processos disciplinares? Venha a verdade! Venha a investigação, venha, finalmente, a dignificação da função autárquica, contaminada por aqueles que a utilizam para compadrios, amiguismos, para proteger interesses. Esses gostam da obscuridade; os que nada temem gostam da clareza, da transparência.
Fico à espera da resposta, quero saber se os boatos, as calúnias, as difamações e as injúrias agradam, penso que sim, à maioria; se aceitarem a averiguação, tudo ficará claro para a opinião pública; se recusarem: torna-se patente a metodologia de exercer o poder; esclarece-se que valores cívicos distinguem os eleitos e os respectivos projectos.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Cidadania e Participação
A postura critica perante o que nos circunda é pilar fundamental para a construção de uma sociedade democrática e livre, atendendo naturalmente, à dimensão social, cultural e económica. O envolvimento dos indivíduos em associações, grupos partidários e outras formas de intervenção são actos de cidadania que devem ser amplos e diferenciados, abarcando aí a vontade e empenho na edificação de novas redes sociais. A consciencialização desses processos participativos é responsabilidade da sociedade civil e particularmente, do poder local, tendo à sua disposição, assim haja vontade e discernimento, um conjunto de instrumentos a aplicar para atingir esse fim, desde orçamentos participativos, fortalecimento e autonomia das dinâmicas associativas a projectos de âmbito comunitário e sócio-cultural.
Em Borba, ao invés tem sido reforçado o estado catatónico, perfilando-se a cada momento a urgência de pensar Borba no seu todo, envolvendo os seus cidadãos na consciente e livre tomada de decisões.
A actual contextualização politico-social assenta em pressupostos de controlo que fazem lembrar outros tempos. Senão vejamos, se juntarmos à subserviência e dependência da rede associativa, a censura e formatação de opiniões e comportamentos da risível e inconsequente comunicação social local, verificamos que o somatório redunda num gravíssimo défice democrático, com laivos de mediocridade intelectual não condizentes de todo com posições detentoras de poder.
Como exemplo deste contexto miserabilista, a intervenção “protectora” da GNR aquando do “buzinão” promovido pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos.
A resposta a um acto legítimo de cidadania em defesa de melhores condições de vida teve como resultado a acção da GNR, consequência de pressões exercidas para esse fim. Mais uma vez a instrumentalização do poder e suas influências desafiaram impunemente a diversidade, pluralidade e liberdade.
Contra este e outros comportamentos abusivos e inaceitáveis cabe-nos assumir o reforço das nossas posições individuais e colectivas, através de informação e esclarecimento. É necessário e urgente actuarmos enquanto cidadãos atentos e conscientes dos nossos direitos e deveres.
O início do fim de qualquer “feudo”, mesmo quando este é mau demais É sempre quando nós quisermos.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
A cara da diferença ou a diferença dos sem cara
A cara das ideias manifesta-se, a força dos argumentos evidencia-se, a honradez do combate político tem expressão em reflexões, análises e propostas que caracterizam a dignidade da democracia, espaço de construção, debate e diferença.
A diferença tem, pois, caras… E esses anónimos, provavelmente – acoitados nos paços do concelho, sob bênçãos reverentes, porque não têm cara!?...
Antes de tudo, porque alguns já mudaram tantas vezes de opiniões (caras) sobre tudo e sobre coisa nenhuma, que nem qualquer mestre oleiro seria capaz de lhes esboçar as inúmeras caras que deveriam mostrar, se tivessem carácter…
Suposta a impossibilidade de mostrarem tantas caras, escondem-se no anonimato, vomitam frustrações no insulto, na grosseria, na ignorância, que, se algo os interessa, não é a cultura… o que, de verdade, lhes aguça o interesse, é a carteira!...
Haja clareza: Não respondo nem sustento polémicas com anónimos descerebrados e descarados:
Descerebrados, porque, recusando a argúcia, optam pela arruaça. Descarados, porque escondendo a cara, libertam as vilezas de carácter que os atormentam.
Há um facto que me surpreende, neste pântano de descarados: o insigne presidente da câmara persegue, com desmesurada senha/fúria um autor que, neste blog, lhe terá dirigido palavras que julgou ofensivas; sabe-se que é assíduo leitor do blog; não corará de vergonha perante o cortejo de grosserias dos anónimos sem cara? A cordialidade não é um dos seus mais frequentes atributos, mas, perante tanta incontinência verbal, não se interroga?
Esta é a diferença: As caras batem-se pela diferença. Os sem cara, não sabendo o que seja a diferença, guardam o poder, «cofre forte» das suas queridas carteiras.
…Uma outra diferença significativa: para, segundo me dizem, participar no blog do P.S. exige-se controlo, através de registo. Neste blog – espaço de cultura da diferença – mesmo os sem cara, vociferam todo o ressentimento e alguns pesadíssimos sentimentos de insegurança, tantas vezes já mudaram… Que os motiva a esta diarreia verbal? O pavor que ninguém os respeite, os credibilize, os tome por gente honrada.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Os pecados mortais do P.S:
Estão, resumidamente, retratados o primeiro-ministro e o seu governo.
Se percorrermos os órgãos regionais sob tutela governamental, ouviremos mandaretes «tiranozinhos» amplificar, com prosápia, a «voz do dono», porque, exibindo prepotência, receberão, mais depressa, as benesses que anseiam!...
E nas autarquias locais? Cá pelo burgo está encontrado o campeão de todos os pecados! O Sr. Presidente da Câmara: incapaz de ouvir qualquer crítica; insolente com os fracos e subserviente com os poderosos; deselegante com qualquer cidadão que lhe recorde promessas; que ira mostra, quando nos órgãos competentes é criticado! Como é deselegante, quando as evidências do desastre que causa a Borba não lhe permitem fugir… como brande, com desmesurada impertinência os processos disciplinares contra alguns trabalhadores! E com que insolência persegue trabalhadores! Não, não digam que não aprendeu bem a lição com os seus ídolos! Como segue a doutrina da «mentira» para que venham, com urgência, os louvores e benesses!...
Pecador empedernido, ou aprendiz de «tirania»?!...
sexta-feira, 25 de abril de 2008
As Portas que Abril abriu
«Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
(...)
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempo do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
(...)
Foi esta força viril
de antes de quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.»
in SANTOS, Ary dos.- As Portas que Abril Abriu. Lisboa, 1975.
Intervenção Eleitos CDU - Sessão Comemorativa 25 de Abril -
Exmº. Sr. Presidente da Assembleia Municipal
Ilustres Deputados
Insigne Presidente e Vereadores da Câmara Municipal
Estimados participantes
Celebrar o 34.º aniversário da Revolução de Abril, na actual conjuntura, adquire significado profundo:
Abril e os seus ideais resistem, no coração do povo português, apesar dos mais ferozes ataques desferidos às conquistas da Revolução; mais de 30 anos de embustes, mentiras, traições execráveis, a crise global que fustiga este país é, justamente, o produto mais acabado: da contra-revolução, da negação de valores, do amparo à corrupção e aos mais escandalosos enriquecimentos, salientando que, enquanto cresce a pobreza, enquanto a exclusão ganha terreno, com o cortejo de injustiças, as 500 maiores empresas disparam o crescimento astronómico, preparando, cuidadosamente, novas obras faraónicas, agigantando as assimetrias litoral/interior, para mais e melhores benefícios dos mesmos interesses.
Celebrar Abril é acto de fortaleza! Repudiemos um certo clima de saudosismo e ausência, associado ao conformismo, ligado à indiferença, promovido para adormecer memórias cuja permanência acusa os sórdidos manipuladores da democracia que toleram, reduzida à expressão mais simples, ao «votozinho» cativo e comprado, com aparência de liberdadezinha!
Sem entusiasmo, sem zelo, sem alma, seguem e estimulam rotinas, - com programas indignos da festa da Liberdade, mas dignos da «apagada, austera e vil tristeza»que define os adoradores do cifrão - folclores, e certas vaidades, crendo que tudo gira na sua órbita.
O contexto de crise que atormenta Portugal é responsabilidade do «centrão» que, com alternância, mas sem alternativa, tem des/governado, nos últimos 33 anos, querendo, logo que tomam o Poder, apagar a memória das mal-feitorias praticadas, antes de ser arredado pelo concorrente que, tão inútil e vazio como os reciclados poderosos, que, através de promessas e malabarismos, acederam, por simples troca, às cadeiras do Poder e, por consequência, à mesa do orçamento e à fonte dos «tachos para compadres» que os caracteriza, mudando os rostos, mas fazendo pior uns que outros.
Une-os: o ódio aos trabalhadores; a intolerância à democracia plena; à injustiça social; o ajuste de contas com as conquistas de Abril.
Para fingir diferenças: brincam aos conflitos; disputam a manipulação da comunicação social; procuram as «boas graças» dos detentores do poder económico: seja os burocratas de Bruxelas, seja os promotores do militarismo agressivo de ANATO, seja o que aparecer, pedindo, em troca, «fotozinhas» para simular importância, para consumo interno, pois claro, porque sabem que os «grandes» os desprezam, por mérito próprio, já que a subserviência os faz credores de pouco respeito.
O recente espectáculo da aprovação do Tratado dito, por delirante vaidade, «Tratado de Lisboa» fez salientar a dimensão mesquinha destes dirigentes que, inchados de prosápia, revelaram um provincianismo confrangedor.
Tanto pavor os assaltou do veredicto do povo, que, mentindo outra vez, recusaram referendar o tratado, agradando, desta maneira, aos seus mandadores, os verdadeiros «donos da Europa» que lhes dispensam pequenos favorzinhos que os fazem parecer «criancinhas ufanas» com o mimozinho dos «verdugos do povo trabalhador e dos milhões de pobres, marginalizados e excluídos desta «Europa do capital».
Os adversários da Revolução quiseram fazer crer que «Abril é de todos»... desiludam-se que não merecem qualquer crédito aqueles que, por actos, palavras e obras, foram sempre protagonistas: na destruição das conquistas de Abril; das revisões conservadoras da Constituição; das privatizações, cedendo aos grandes grupos económicos as alavancas do desenvolvimento da Pátria, conduzindo à mais dura crise económica; da destruição do Estado Social: privatização programada, ao longo de mais de 30 anos da saúde: redução, ao mínimo, da formação de médicos e outros técnicos superiores qualificados; subfinanciamento sistemático do Serviço Nacional de Saúde; encerramento de serviços e unidades, com particular implicação nas regiões interiores, cujos índices de desenvolvimento e características sociais reclamavam políticas de saúde humanizadas; recordemos, com desprazer para os perjuros da revolução, as violações dos Direitos Humanos – violação do Direito à Vida – por morte de dezenas de pacientes, por iniludível responsabilidade dos partidos alternantes no des/governo.
Inovação da Revolução de Abril, as políticas sociais não poderiam furtar-se à fúria neoliberal: as recentes alterações no regime de pensões são a expressão representativa deste centrão associal; como é possível imaginar mudanças que reduzam as pensões, quando a inflação é incontrolável? Será que esta clique dirigente «sonha» o paraíso» da «alcofa e bordão de mendigo» para milhões de portugueses? Será este o legado que imaginam para as gerações futuras?
«Democracia» é a palavra que bradam mais vezes! Como a tratam? Referendaram os tratados europeus? Salvaguardam a liberdade de expressão? Asseguram a liberdade de manifestação? Terá sido «incompetência» a intromissão das forças policiais em sindicatos e escolas? E a recente lei – derrotada - para, por engenharias administrativas, assaltar as autarquias locais? E a revisão das leis laborais? E a exclusão das pessoas com deficiência? E a degradação das pequenas e médias empresas? Seria difícil enumerar as mal-feitorias impostas aos portugueses, durante 33 anos. Portugal tem sido des/governado por partidos bem identificados, cuja obstinação, instalados nas cadeiras do Poder, é apagar a lembrança dos sofrimentos infligidos aos grupos mais desfavorecidos de portugueses. O crescimento da pobreza, (quantas vezes envergonhada) do desemprego, do insucesso escolar, da marginalização, da toxicodependência, da desigualdade de oportunidades e outros flagelos repetidamente divulgados pela comunicação social, todos os dias, embora por mera questão de «negócio de audiência», são o mais claro libelo acusador destes 33 anos de poder do centrão, realçando-se os últimos anos de des/governo do P. S. Que excedeu todas as políticas de direita. Retornaram: o autoritarismo; a perseguição aos opositores; os favores, as benesses para clientes, compadres e amigos atingiram níveis jamais conhecidos, parecendo, algumas vezes, retrotrair-nos aos indesejáveis tempos do «estado novo». Estes comportamentos não se circunscrevem ao Governo, porque por estas terras assistimos, à provinciana dimensão, a comportamentos e práticas semelhantes, por mais retóricas democráticas que sejam proclamadas!... Como denunciámos, nas pretéritas comemorações do 25 de Abril, reconhecendo a legitimidade dos órgãos eleitos, houve reprováveis práticas, no limiar da democracia, que precederam as mudanças autárquicas. A transparência de processos/procedimentos não é apanágio desta maioria; rejeitámos e rejeitaremos, por coerência, tudo o que seja «diáfana democracia», tudo o que não revista mediana claridade; e a catastrófica situação financeira da Câmara Municipal exige (e reclamamos) «transparência luminosa»...
A conjuntura de desencanto e crise é tema dominante, porque os sinais de desastre afloram, embora sejam difusos, porque são escondidos dos portugueses, através de pertinaz manipulação da comunicação social, mediocrizada, propensa à lamechice, inclinada ao «choradinho» como receitas infalíveis para hipnotizar o povo; o desastre recomenda, para esquecer, doses maciças de soporíferos programas televisivos que, quanto piores, melhor adormecerão desprevenidos, prolongando, por artifício, a ilusão da «única alternativa». Desiludam-se, porque os portugueses, durante o último ano, em multidudinárias manifestações, afirmaram «rejeitar esta governação, porque sabem que outras alternativa é possível e, sobretudo, necessária. Comemorar Abril é património dos milhares de homens e mulheres que, na rua, souberam gritar, com insistência, «mentirosos»! Os ideais de Abril, as esperanças de Maio, irromperam, resistiram, fizeram-se «força» e anunciam o alvorecer da imperativa mudança! Cantados por poetas, amados por seres libertos, os ideais de Abril frutificam, da noite dos tempos, em rubros cravos, no coração do povo!... Cabe, neste passo, saudar os gloriosos capitães de Abril. Igualmente, é justo recordar, com afecto, aqueles homens e mulheres que pagaram com a vida o alto preço da nossa querida liberdade. O vosso singular sacrifício evoca a nossa determinação e resistência para transformar em realidade madura esse vosso e nosso tão amado sonho: construir a sociedade livre da exploração, igual, justa, fraterna, humanista, a sociedade socialista!...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Liberdade de Expressão
Conquista inmediata, produto genuíno de Abril, a liberdade de comunicação teve, desde logo, numerosos detractores: uns manifestos, outros ocultos, abominando-a, quando os seus privilégios e interesses fossem tocados.
Esta pecha, este pecado de liberdade de expressão foi contaminando esta desditosa democracia mal amada, logo à nascença por alguns que, tempo depois, adulavam a liberdade de expressão, quando, através da mais ignóbil infâmia, preparavam o caminho da contra-revolução, do ajuste de contas com as conquistas de Abril, da supressão dos direitos dos trabalhadores, com a porta franca aos interesses dos seus valedores, os grandes senhores do passado, «vestidinhos» agora de democratas.
30 anos de afronta à liberdade de expressão, 30 anos de nova censura: agora já não há lápis vermelho! Agora há chorudos cheques, desmesurados favores, faustas benesses. Quando o mensageiro é honrado, quando não se deixa corromper por estes novos instrumentos de censura, mata-se, se não resistir!
Tecem-se estas judiciosas considerações a respeito do blogue da CDU – Coligação Democrática Unitária – Borba.
O blogue incomoda muita gente! Porque será?! Que se passa, que desnorteia poderes e interesses? Algo deverá passar-se, porque, por um lado, incontinentes verbais, procuram introduzir a «grosseria», a descortesia; por outro, procuram, com subtileza, perseguir, silenciando, se possível, o blogue.
Silenciar a liberdade, por agora, há-de ser difícil, apesar do empenho que os move para retornar à censura.
Perseguir! Tudo farão, mas a derrota é certa.
«Não há machado que corte a raiz ao pensamento»
Liberdade de opinião, plena; obscenidade, grosseria, descortesia, serão rejeitadas, com decisão!
Para a CDU a política é «nobre», faz-se com pedagogia. Para outros a política é «arte de interesses», valendo tudo para cercear a diferença.
Sigam o seu degenerado caminho, que nós seguiremos o recto caminho do «trabalho, honestidade e competência»! são opções...