sexta-feira, 6 de maio de 2011
domingo, 21 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Município corta apoio financeiro aos Serviços Sociais dos Trabalhadores da Autarquia
Às duras medidas impostas pelo governo PS/Sócrates contra os trabalhadores da administração local – congelamento de progressões, congelamento e redução salarial, cortes nos abonos de família, aumento da comparticipação para a Caixa Geral de Aposentações, entre outras – junta-se agora uma nova medida imposta pelo PS/Sá que visa cortar o financiamento aos Serviços Sociais. Com esta decisão do município será retirada toda a sustentabilidade aos Serviços Sociais, impossibilitando-os de desenvolverem o apoio prestado aos seus associados, nomeadamente em termos de comparticipações na área da saúde.
O argumento que esta medida visa reduzir a despesa corrente do município é pura demagogia, quando é conhecido que o presidente, que corta cerca de 7000 euros de apoio por ano aos trabalhadores, não teve a mesma preocupação quando contratou o aluguer de uma viatura para uso pessoal, que custa ao município 1000 euros mensais, ou seja 12000 euros por ano. Este mesmo presidente não teve a mesma preocupação, de reduzir despesas correntes, quando decidiu contratar os serviços da empresa da sua cunhada para apoio ao seu gabinete pessoal, por um montante a rondar os 2000 euros por mês, num total de 24000 euros anuais.
A célula do PCP condena as opções políticas da maioria PS na câmara, que nunca tiveram em conta a valorização dos trabalhadores, e que prejudicam claramente as suas vidas e dos seus familiares.
Reafirmamos a necessidade da unidade de todos os trabalhadores na defesa dos seus direitos e apelamos à participação na manifestação nacional da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, do próximo dia 6 de Novembro, bem como na forte adesão à grande Greve Geral de 24 de Novembro.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Descargas de efluentes nas linhas de água junto à Horta dos Manchões (Nora)
Assuntos Gerais de Interesse para a Autarquia
O vereador eleito pela CDU, teve conhecimento que nos últimos dias foram feitas descargas de efluentes, possivelmente da ETAR da Nora, nas linhas de água, descargas que transportam dejectos variados, provocando cheiros nauseabundos ao longo da linha de água e em particular junto à Horta de Manchões.
Porque podemos estar perante uma situação de crime ambiental, com possíveis impactos negativos na fauna da zona, ou para animais que pastem em terrenos contíguos, ou mesmo o que seria mais grave a possível contaminação da água da Albufeira do Roque, proponho:
- Se proceda a uma acção de fiscalização para esclarecimento da situação;
- Se tomem as medidas necessárias para o apuramento de responsabilidades;
- Se providencie a limpeza da linha de água
Borba, 4 de Novembro de 2009
O Vereador eleito pela CDU
sábado, 12 de setembro de 2009
A Sombra dos Poderosos
O poder exerce atracção tão forte, que ofusca a razão; difundiu-se, durante largo tempo, o mito da «erótica do poder», como explicação para o universo de desvarios dos poderosos, e alucinações dos «pegadores» os que vivem à sombra dos opressores, convencidos que aqueles lhes dão importância, ridicularizando-se, sem se aperceberem da «triste figura» que fazem.
Não conhecemos «certos mesquinhos» tiranos com os fracos e escravos dos poderosos? Quantas vezes os opressores aliciam para seus verdugos os mesmos oprimidos? Será simplesmente questão de «mito» a sedução pelo poder e a servidão aos poderosos?
«Vi florir os verdes ramos, direitos e ao Céu voltados; e a quem gosta de ter amos, vi sempre os ombros curvados.» Estes «pequeninos» não adulam os poderosos por «fidelidade», estes «pobres diabos» sonham, no segredo das mentes alienadas, com desvairadas riquezas, com delirantes opulências, e, nesta fantasia, renegam tudo, renegando-se a si mesmos.
Porque os fenómenos quotidianos me interpelam, tenho, desde o alvor desta «democracia em declínio», detectado: comportamentos aviltantes; prejúrios de convicções; traições infames.
Reflectindo, estimulado por este tempo incerto, identifico as causas de tais indignidades, e os estratagemas dos corruptores; como devoram as prezas desejadas? Acompanham, seguem, analisam os corruptíveis; depois: adulações, elogios, aliciamentos, seduções fantásticas; a traição consuma-se, algumas vezes, com surpresa, outras com evidentes sinais que foram menosprezados.
Quando «probos historiadores» fizerem a história da «traição» nesta «decadente democracia», aparecerão, à luz do entendimento esclarecido, as motivações que compeliram tanto traidor. Se a vileza mancha a democracia, parece que o poder local é o mais afectado por esta pústula. Num país pouco amigo da cultura, dos valores, da ética, a aparência ganha raízes; a caciquização transforma-se em estratégia tolerada e aplaudida, sempre que sirva os interesses insaciáveis dos opressores.
Não nos afastemos, temos entre nós estes exemplos. Que desvairadas imaginações de fabulosas riquezas foram excitadas para criar este grupo de interesses que domina, hoje, este concelho? Mas a realidade desconstruiu estas fábulas; a crise acordou de longos sonhos e, mais por vaidade que por convicção, prolonga-se o espectáculo indecente: de festas frustradas, de ministros que «se perderam no caminho» e faltaram à prometida acção de propaganda, tão indecente que nem se coibia de agir na margem da legalidade, manipulando imagens das nossas crianças. Quando «os filhos do orçamento» temem perder as benesses do poder, venda-se: os Direitos Humanos; a Declaração dos Direitos da Criança... jogam-se favores, interesses, compromissos e, depois, os «tiranos mandadores» vêm pedir contas das derrotas; quem sabe se trazem chicote?! Pobre e triste democracia... sufocam-te:
«no gosto da cobiça e da rudeza, numa austera, apagada e vil tristeza»...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Grito de Democratas
“Ainda está para nascer um Primeiro Ministro que faça melhor do que eu...”, diz Sócrates (fazendo de conta que está a referir-se unicamente ao défice).
Este tipo de pessoas tem uma característica comum e invejável: é feliz!
Infelizmente, o país não pode contar com o seu entusiástico e auto-convencido contributo, pois a esmagadora maioria... está internada. - Citado de blogue
Sócrates parece-se cada vez mais com Salazar. Seguindo tradição de renegar convicções do P. S., renegou, em lauto banquete com os seus amigos (empresários) a ideologia; afirmou o pragmatismo; referiu-se aos resultados dos programas.
Se os eleitores pensassem, maduramente, nestas bravatas perigosas, sócrates (eng. Feito à pressa) iria repousar e, provavelmente estudar um pouco de História, embora a aprendizagem fosse questionável, excepto se houvesse mais faxes para mandar e receber «trabalhinhos». A lucidez de Sócrates é duvidosa; o que promove é a política de subterrâneos, de manobras, de intoxicação, de requintadas mentiras para conservar, para si e seus amigos, este pântano de opacidade onde partido, estado, dirigentes se confundem numa amálgama altamente perigosa para o colectivo cidadão, para a própria democracia.
Isto é o P. S: na sua permanente prática de favores, de benesses, de falsa democracia, de abjecta abjuração dos valores, suprimindo da política a ética e reduzindo-a aos interesses dos grandes grupos, do partido e de toda a clique de compadres e amigos, através de inimagináveis labirintos, cambalachos, manigâncias, em tudo afastados do «zelo público».
Para sustentar esta «selva de favores» tudo é manipulado: da educação à política social, da comunicação social à justiça.
Sem ética, sem dignidade, sem honestidade, não há democracia.
Hoje, faz caminho a convicção que, imitando a antiga ANP [Acção Nacional Popular (suporte político do fascismo)] o P. S. Planificou, calculadamente, o assalto ao aparelho de estado, visando perpectuar-se no poder, com o aplauso do grande capital.
Conhecido admirador do «patrãozinho» Sócrates o presidente da Câmara de Borba copia, na mesquinhez da sua capacidade, todos os passos sórdidos do «mestre»; da ilegalidade ao «favorzinho», da promessa ao boato, tudo é utilizável para manter o poder, incluindo perseguição e discriminação de discordantes, de opositores.
A defesa da democracia impele os democratas a denunciar, por razões exclusivamente políticas e éticas, este panorama de verdadeiras ameaças ao Estado de Direito que custou muitas vidas, enormes sacrifícios, muitas vigílias, imensas lutas; a quem?
Aos democratas, aos defensores do zelo público, aos aliados, sempre, dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, dos pobres; aos incansáveis combatentes pela justiça, pelo humanismo.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Rasgar Bandeiras
«rasgar» apareceu com inaudita força, porque certa dirigente cavernícula, a empregou num «jantarinho» para enaltecer o seu programa conservador, comparando-o com o ultra-conservador da actual maioria; neste centrão das elites oportunistas, velhas, requentadas, corruptas, quem é mais conservador? Quem odeia mais os trabalhadores? Quem despreza mais os grupos desfavorecidos? Quem partidariza mais a educação, quem é mais tolerante com o cortejo de fraudes educativas que conduziu à monumental fraude das impropriamente chamadas «novas oportunidades»? Quem vende a saúde ao sector lucrativo?
Pois este centrão acusa-se entre os partidos que, nos últimos 30 anos detiveram o poder de rasgar políticas.
Mas não rasgaram os três partidos do centrão a democracia? Não rasgaram a Constituição com complacência dos que juraram «guardá-la»? Não rasgaram, apesar da vergonhosa retórica, a declaração dos direitos humanos? Não rasgaram os direitos dos trabalhadores? Não rasgaram a inclusão das pessoas com deficiência? Não rasgaram a autenticidade do poder local, contaminando-a com leis que favorecem as mais escandalosas negociatas? Não rasgam todos os dias a vontade popular com alianças escondidas, simulando diferenças para enganar incautos? Que fizeram na nossa câmara municipal? Que farão, se puderem? Rasgar o mesmo estado democrático, transformando-o em sentinela dos interesses mais obscuros da União Europeia, bastando lembrar o deprimente espectáculo da farsa do dito Tratado de Lisboa, que, rasgando a democracia, querem impor aos povos, para contentar o grande capital e o patronato mais arcaico, aquele que quer, agora, retornar ao século XIX na exploração/opressão dos trabalhadores.
Porque «rasgaram» todas as bandeiras, porque as espezinharam, é tempo de serem punidos, de serem afastados, de ser relevados por quem «guarde fidelidade» às bandeiras da civilização dos direitos humanos, da igualdade, da dignidade da pessoa humana, enfim, do «estado de justiça»...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Discriminação Política em Borba
Será Verdade? – É Possível?
Sabe-se como tenho criticado e hei-de criticar o presidente da Câmara; quanto mais vou conhecendo os seus intoleráveis comportamentos, mais julgo «meu dever» denunciar este personagem político, pois é como tal que sou seu adversário, porque, enquanto cidadão, nada me move contra o sujeito de direitos e deveres, atributo do universo social.
Reprovei, sempre, o seu provincianismo, a sua mediania cultural, a sua descortesia, a sua prepotência revelada, com incontrolada cólera, quando criticado/censurado. Condenei, sem reservas, os seus tiques autoritários, disse – e digo – que com os seus comportamentos seria «menino querido» de Salazar ou Marcelo, mas, com a conduta do P.S., esse traço se ajusta, perfeitamente, à prática pre-fascista do Governo e partido; isso explica o seu afã de ser «pioneiro» nas hostes distritais do P.S.
«Insolente com os fracos e servil com os poderosos» eis a síntese da conduta do presidente.
Campeão nos processos disciplinares aos trabalhadores, manifestação de falha de autoridade, fundada em conhecimento ou em exemplo, recorre à repressão para se fazer temer, mas, mesmo nesses famigerados processos, não é capaz de conviver com a legalidade, porque, tratando-se de «bons rapazinhos» leia-se apaniguados, é benevolente, sendo insolente com os «maus rapazes» os que reprovam a sua gestão, claro.
É «segredo a vozes» que, quando alguém atingido pelo elevado desemprego causado pela política do desgraçado governo do P.S., festejada pelo «desenrasca dos planozinhos» que o «senhor» aplaude, atendimento favorável depende: - do preenchimento de ficha da J.S., se jovem; - do P.S., sendo maduro.
Será verdade, Sr. Presidente? Não responda, porque sei que faltaria à verdade; seja zeloso no cumprimento do princípio universal que proíbe a discriminação, com fundamento em opção política. Mas saiba: isto seria «terrorismo político; em qualquer país democrático, facto para julgamento, salvo em Portugal, é óbvio, porque o P.S. corrompeu a justiça de tal modo que, se não houver «mudança necessária», em pouco tempo: honrados na prisão; corruptos: a) promovidos aos mais altos cargos do Estado; b) condecorados por relevantes serviços.
Que país é este? Esta é a democracia do Partido Socialista?
Na nossa mão está a mudança! o retorno à dignidade, à honra republicana, reclamam imediata mudança, afastando do poder esta elite dita «socialista» mas que é a «melhor amiga»: de tudo o que gerou a crise; das duras ameaças que pairam: sobre os trabalhadores; com maior impacto, sobre os grupos mais desfavorecidos.
sábado, 4 de abril de 2009
Etar de Rio de Moinhos
segunda-feira, 23 de março de 2009
Informação Digna - Direito de Abril
Os grandes meios de comunicação são, à muito, voz submissa dos grandes grupos, sustento da direita, mesmo reconhecendo certas polémicas para manter audiência/leitura.
A história da manipulação da comunicação social pelos partidos de direita há-de fazer-se, mas o governo do Sr. Sócrates tem levado a palma no embuste, na mentira, no engano, na manipulação, porque, mentindo nas suas promessas eleitorais, seria preciso intoxicar a opinião pública para parecer merecer alguma credibilidade.
Núcleo dessa estratégia de intoxicação foi a ofensiva contra os sindicatos e partidos de esquerda, salientando, claro, o PCP. Das visitas policiais, ao melhor estilo pidesco, aos sindicatos, à perfidiosa mentira, tudo tem valido; hoje, ouvir a comunicação social pública (RTP/RDP) é ser massacrado pela mensagem mentirosa do Governo e amigos capitalistas que lhe louvam: a hostilidade aos trabalhadores, os favores à grande banca, os pedidos de sacrifícios aos pobres, a futura miséria dos pensionistas, os novos mendigos de bordão e alcofa.
Eis o futuro que promete o P.S. aos trabalhadores. E aos banqueiros? Recuperação, lucros chorudos, exploração dos trabalhadores, a receita costumada.
A evolução das novas tecnologias permitiu o aparecimento doutra informação mais livre, mais verdadeira, fiel às aspirações dos trabalhadores, dos pobres, da juventude, dos intelectuais, vítimas das políticas ruinosas do Governo, os blogues.
Mas chegados ao poder corrigiram o que reprovavam? Dão, agora, exemplo de pluralismo? Basta olhar os boletins produzidos pela actual maioria e fica-se esclarecido; se tivessem razão, «naquele tempo», porque repetem os reprovados «erros»?
O pasquim é um fantasma andante, um corpo degradado, porque pouco tem que aplaudir, mas teria muito que criticar, se fosse um órgão livre; não foi, não é, nem será, por algum tempo, porque a noção de pluralismo dos seus mentores é deformada, não visa a objectividade nem o rigor, mas a manipulação, seguindo, à risca, as lições do Governo. A liberdade de expressão é atributo da democracia idealista, porque na Europa dos monopólios, o mito foi morto pelos seus pregadores. A mentira, a intoxicação, a manipulação e a difamação vão reaparecer, os «donos» têm feroz sede de «chupar o sangue fresco da manada», isto é, de espalhar mais pobreza, mais miséria, mais fome, mais opressão
sábado, 14 de março de 2009
A Derrota dos Pequenos
Apesar da abjecta manigância do presidente da Câmara, com uma merendazinha, muitos borbenses participaram na manifestação que congregou, em Lisboa, 200000 portugueses descontentes.
Entre os gritos entusiasticamente repetidos, fixei: «mentirosos! Mentirosos!»; lembrei o pobre presidente da Câmara: julga, ainda, num claro gesto de indigência democrática e cultural, ser viável alienar, pelo estômago, a patriótica luta dos portugueses e dos borbenses.
Que tristeza de desmandadores, que pobreza de dirigentes, que desdita ser desgovernados por mandadores tão «pequeninos»; mas a realidade é sempre mais forte; e estes pequenos acabarão por ficar em qualquer poeirenta gaveta da História, defraudando as suas desmedidas aspirações, que nem eles sabem quais são.
Pois fiquem nessa mediocridade, que a luta prosseguirá, em toda a parte, e lá ficarão sepultados na penumbra do tempo, deixando diáfanas lembranças, especialmente da pobreza de espírito que carregaram, ao longo da pálida existência.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Com papas e bolos se enganam os tolos
Por um lado, persegue, discrimina, levanta processos disciplinares, julga-os com laivos de ilegalidade, aplica penas sem critérios, salvo o amiguismo. Estimula um verdadeiro sistema de informações importado da polícia política do Estado novo; tal é a culpa, que, quando na assembleia municipal me referi «à PIDE do P.S.» surgiu uma vozearia pouco saudável, que queria fazer silêncio sobre uma realidade palpável que não sei se todos conhecem, mas que os trabalhadores conhecem perfeitamente.
Não nos surpreendamos, como sempre, aprendeu dos mandadores que venera as lições que sabem como ninguém.
Por outro, não hesita em comprar, pelo estômago, os mais desprevenidos. Como se sabe, dia 13 de Março de 2009, a CGTP/IN promove jornada de luta e protesto contra as políticas de direita do Governo do P.S..
Que manigância arranjou para desmobilizar os trabalhadores?
A Câmara Municipal de Borba, com o dinheiro de todos os borbenses, já carregados com a dívida elevadíssima, manipulando os Serviços Sociais, oferece a matança dum porco, com a respectiva merenda.
Que desvergonha é esta? Que alienação tão escandalosa, oriunda de quem se afirma, na retórica, «socialista»?
Caro presidente! Sei que abomina a História – e a cultura em geral – mas tenha cuidado que aqueles que compra, agora, pelo estômago, vão pedir-lhe contas, quando tiverem fome, se prosseguir a desgraçada política de desastre, de direita, do seu P.S..
O povo, na sua infinita sabedoria, diz: «Com papas e bolos, enganam-se os tolos!»
Ah! Repare que estas práticas alienantes, estas manipulações despudoradas, foram utilizadas por conhecidos dirigentes da ditadura!
Mas a revolução venceu, mas a liberdade surgiu, mas a justiça social brilhou! Lembra-se quem atacou, sempre, os trabalhadores? Pois, pois, o P.S..
Em todas as medidas contra revolucionárias esteve na primeira linha da ofensiva o P.S.; que os trabalhadores não tenham a memória curta e afastem do poder, por muito tempo, esta elite de aliados e protagonistas da crise.
quarta-feira, 4 de março de 2009
A Acessibilidade é Direito
Deixemos a Demagogia
Tinha-me sido dito que a Loja do Cidadão, inaugurada com o triste espectáculo costumado, por parte do Presidente da Câmara Municipal, não era acessível, não cumprindo, por isso, um requisito apregoado pelo Governo – que apregoa mel e vende vinagre –lição que o nosso desditoso edil aprendeu.
Desloquei-me, pessoalmente, à «maravilha no imaginário do nosso autarca» e verifiquei que o elevador não funciona, inviabilizando o acesso: a pessoas idosas; a mães com carrinhos de bebés; a pessoas com deficiência com mobilidade condicionada. Violando, grosseiramente, a legislação em vigor, o facto é tanto mais condenável, quando os serviços locais da segurança social foram mudados para a dita loja do cidadão, mas não de todos os cidadãos.
Quando a Câmara faz que cuida da acessibilidade, quando o Presidente vagueia pelos paços perdidos dos gabinetes, em desvelada adulação, para assinar inúteis protocolos, quando não faz nem ideia do conceito de acessibilidade, quando fala em observatórios sobre a crise social, afastando os destinatários, sabe-se que todo este «deprimente espectáculo» não passa de demagogia, mentira multiplicada, porque o autor julga poder, ao mesmo tempo, mentir de vários modos: - enganar; - iludir; - hipnotizar os grupos desfavorecidos, as vítimas da crise, mas especialmente das políticas desastrosas de direita do P. S..
Tais práticas são repudiáveis, mas, porque não conheço qualquer pessoa menos propensa à sensibilidade social que o nosso edil, porque a «solidariedade» lhe é totalmente desconhecida, não fico surpreendido, fico extremamente indignado.
Eis a razão que impede a Assembleia Municipal de Borba de debater a conjuntura social; eis a causa da ausência de quaisquer propostas para aliviar as consequências nefastas da crise na intervenção da Câmara de Borba, por responsabilidade da desditosa maioria.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
FESTA ESTRANHA (2)
A Marca Festa da Vinha e do Vinho está inegavelmente construída a partir dos saberes e sabores locais, factor preponderante no desenvolvimento local sustentável.
Reunir à volta destes princípios milhares de visitantes foi um longo caminho. Dos obstáculos e dificuldades criaram-se dinâmicas e práticas, fruto do envolvimento e trabalho de todos os Borbenses.
De há uns anos a esta parte, e sempre num contínuo, temos assistido à descaracterização da Festa.
• Fim da produção de vinho com rótulo da Festa;
• Contínua perda de participantes em stand no Artesanato e Artefactos;
• Ausência de stands de promoção e venda de Produtos Regionais, nomeadamente, queijos e enchidos;
• Implementação de um processo de mercantilização, visível na promoção e venda de produtos/serviços desenquadrados das características da Festa;
São claros e inequívocos os sinais de perda de identidade da Festa. Tudo aquilo que a diferenciava, pela sua originalidade e defesa de valores locais tem sido consumido pela incompetência e irresponsabilidade. Como entender que se disponibilizem stand`s para venda de aspiradores, mobiliário e sofás? Como entender que num claro atentado à promoção e valorização da Gastronomia Regional Alentejana se tenham apresentado nas tasquinhas pratos como a “Posta Mirandesa” ou Açorda de Marisco? Como entender que se promova a ginja, em vez do nosso e delicioso abafado?
Quem vem à Festa quer provar o vinho, os petiscos e pratos como a Sopa de Tomate, as Migas ou a açorda! Quem vem à Festa quer degustar e comprar os nossos afamados queijos e enchidos! Quem vem à Festa quer, enfim, descobrir os nossos produtos no seu contexto original.
A aposta nas potencialidades do concelho, nos produtos regionais, vinho, artesanato e gastronomia regional, aliado à valorização do Património Construído, Cultural Imaterial e Natural é a única forma de preservar a nossa Identidade. O reforço das actividades económicas locais, a promoção das especificidades do Território, assume a matriz de resistência aos efeitos dos processos de globalização. A Festa da Vinha e do Vinho é nessa medida, espaço para a autenticidade e qualidade, marca de ruralidade e diferenciação em relação a outros eventos.
Apregoar o sucesso que todos desejamos sem se avaliar responsavelmente estas e outras considerações é no mínimo …enganador. E quem se engana a si próprio, mais facilmente engana os outros.
Que todos possamos daqui retirar ilações. A Festa é de todos os Borbenses e tem que impreterivelmente, servir para apresentar o que melhor temos e fazemos. Não foi, não pode ser e se depender de nós não será, um espaço para vaidades de quem sempre criticou os seus princípios e que a pouco e pouco, graças à pouca capacidade, a vai desmontando, descaracterizando, matando.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Dívidas e Temores
Nessa reunião extraordinária um deputado da maioria – de duvidosa imputabilidade, por défice de lucidez – fez afirmações insultuosas a eleitos da CDU.
Iniciou-se uma polémica, porque os eleitos da CDU pediram a gravação áudio da reunião, como seria justo, mas a maioria, com o presidente da mesa da assembleia como prepotente destacado, não acedeu a facilitar as gravações, baseando-se em interessadas interpretações legais, mas recusando, sempre, pedir parecer à Procuradoria Geral da República, como exigiram os eleitos da CDU.
A polémica não está – nem estará – sanada; no actual mandato, os eleitos da CDU têm votado desfavoravelmente a aprovação das actas das reuniões, porque verificam a mais clara manipulação, porque, a partir da recusa da cedência das gravações áudio, recusam gravar, como protesto contra a prepotência do presidente da assembleia municipal, tão desconhecedor, quanto autoritário e prepotente.
Na reunião extraordinária de 31 de Outubro, o deputado que, Maio de 2005 insultara, regressou, com a complacência – e assentimento tácito do presidente – à calúnia, à injúria e à difamação.
Perante tanto desaforo, requeri que aquelas afirmações despropositadas fossem registadas em acta, de modo que os eleitos da CDU tomem as providências que houverem por convenientes, incluindo querela, seguindo, nesse caso, o caminho que, por muito menos razão, segue, como forma de intimidação, o presidente da Câmara Municipal, incapaz de tolerar qualquer crítica.
Na intervenção pronunciada na sessão solene, 25 de Abril de 2007, censurámos o clima de boatos espalhados pelo P.S. no período que precedeu o acto eleitoral de 2001, como método reprovável de fazer política.
Não seguiremos esse tenebroso caminho, mas, porque «quem não deve não teme», torno pública uma proposta:
Se existem suspeitas, procure-se a verdade: 1. seja criada uma comissão independente para investigar o património de todos os eleitos; 2. pessoalmente, serei o primeiro a autorizar essa investigação; 3. sejam, depois, tomadas as medidas apropriadas.
Quem tem medo? Porque recusa a maioria ceder as gravações áudio? Porque quer proteger a calúnia irresponsável, porque a difamação gratuita lhes serviu (e poderá servir) para iludir incautos; quem cultiva a injúria? Quem ameaça, inclusive, eleitos? Quem persegue trabalhadores? E, ainda mais, quem adultera e manipula processos disciplinares? Venha a verdade! Venha a investigação, venha, finalmente, a dignificação da função autárquica, contaminada por aqueles que a utilizam para compadrios, amiguismos, para proteger interesses. Esses gostam da obscuridade; os que nada temem gostam da clareza, da transparência.
Fico à espera da resposta, quero saber se os boatos, as calúnias, as difamações e as injúrias agradam, penso que sim, à maioria; se aceitarem a averiguação, tudo ficará claro para a opinião pública; se recusarem: torna-se patente a metodologia de exercer o poder; esclarece-se que valores cívicos distinguem os eleitos e os respectivos projectos.


