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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Finalmente em condições...



Desta vez sim! Estão reunidas as condições para o 1º Torneio de Futebol no Policimentado do Barro Branco.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Delírio, Demagogia e Demissão

A maioria que desgoverna a câmara destacando o presidente – os outros vereadores são mudos – é portadora de certos estigmas: delírio; demagogia; demissão.
Deliram, quando imaginam megalomanias que lhes fazem ficcionar este concelho, como se fosse uma metrópole imensa.
Segregam demagogia, quando perdem a dimensão ética, especialmente no que diz respeito à dívida (20 milhões de euros) já que comprometem o futuro de duas gerações para satisfazer o seu narcisismo.
Já se terão interrogado (não creio) sobre a utilidade dos "elefantes" que erguem? Terão, alguma vez, definido projectos sustentáveis para tanto betão?
Demitem-se: de reflectir (por incapacidade intelectual) sobre a crise social; que sabem sobre a redução de habitantes em Borba? Preocupa-os o crescimento da pobreza no concelho? Que fazem ou fizeram para aliviar o desemprego? Onde estão as empresas sonhadas? E, quanto ao betão, têm estimados os custos da manutenção desses equipamentos, alguns supérfluos?
Pensar faz «dor de cabeça» à maioria! Provoca-lhe indigestões, sendo incómodo. Preferem imaginar uma grande cidade! E, delirando, não os alucinará o sonho de um aeroporto? Quem sabe se o próximo panfleto eleitoral não incluirá tão arrojada imaginação? Por acaso não terão ainda gozado «merecido descanso» na pousada do Convento das Servas? Reina na maioria «grande confusão» entre o delírio das promessas para não cumprir, uma espécie de gigantismo urbano e a inqualificável indiferença perante os verdadeiros problemas deste concelho...

Para onde vai Borba?

O contraste flagrante entre a «megalomania do betão» e a mediocridade cultural é doloroso; não justifiquem com o dinheiro! porque mais umas centenas de euros pouco se notam numa dívida de 20 milhões; a questão não e, pois, dinheiro!
A verdadeira razão é a «pobreza intelectual» da maioria que arrasta ao precipício esta autarquia.
A desmesurada ambição de «fazer História» revelada, de forma ostensiva, pelo Sr. Presidente pode ter duas consequências:
se, por «milagres» operados pela intransparência do P. S. tudo fosse feito, teríamos «História do betão» e lá caberia, por mérito próprio, o Sr. Presidente.
Mas, se, ao contrário, a legalidade for realmente posta em execução, pode acontecer que a História seja outra, substantivamente diferente:
a dívida tornará «inviável» o concelho; e, sendo verdade, o que propõem alguns dirigentes do P. S, podem ser extintos os concelhos economicamente insustentáveis, 2013; sendo assim, a actual maioria com destaque para o Sr. Presidente pode, por imprudência, por imprevidência, ser «coveiro do Concelho de Borba».
Eis outro modo de concretizar a desmesurada ambição: «fazer História»! Desta forma, História negativa...
Claro que o pessimismo é a expressão da realidade, claro que Borba empobrece, claro que Borba perde, com inédita despreocupação, emprego e população, mas que é isto, em comparação com o «betão»? A pobreza cultural associada ao «bacoquismo» são a concretização dum projecto delirante, sonhado de carteira em riste, concebido, imaginando Borba como metrópole ficcionada, sob perniciosa influência de qualquer filme americano, que fará «entrar em êxtase» o personagem dominante desta maioria que foge à realidade e se refugia em imaginadas invasões de «turistas», provavelmente extra terrestres vindos da fantasia! Triste destino terá Borba, se uma réstia de sabedoria não «alumiar» estes dirigentes, por enquanto, deste concelho «terra que encanta» mas que se «des/encanta», com tanta alucinação plasmada em «betão»!...
Sem reverência às alucinações, toleram-se, se esses delírios não repercutirem no desenvolvimento democrático da autarquia; mas, se como tem acontecido, estas opções erráticas forem acompanhadas de perseguição e intolerância, o erro é condenável.
Espera-se que estas críticas sejam aceites, pois a «liberdade de expressão» perturba e a razão ofusca-se, desvanecendo-se a dimensão democrática do Poder.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Dois anos de mandato do PS em Borba - COMPROMETEM O FUTURO

Passados dois anos após as últimas eleições autárquicas, pensamos que deve ser feito um balanço crítico sobre a actuação da maioria socialista no Município de Borba.
Não contestamos a legitimidade das decisões, uma vez que o PS obteve, nas últimas eleições autárquicas, uma maioria considerável de votos. Isto não quer dizer que a CDU esteja de acordo com o rumo que o nosso concelho está a seguir, antes pelo contrário, somos bastante críticos desta actuação e temo-lo feito sentir através dos nossos eleitos nos diferentes órgãos onde estamos representados.
Pensamos que é chegada a hora de, também junto da população em geral e dos apoiantes e amigos da CDU em particular, divulgarmos as nossas posições e denunciarmos aquilo que está mal.
Para começar, a CDU não está nem nunca estará contra a realização de obras no concelho e tem aprovado todas as candidaturas e aberturas de concursos para realização das mesmas. A CDU sempre esteve e continuará a estar na luta pela melhoria das condições de vida da população.

O que nos separa, então, desta gestão dos eleitos do Partido Socialista?

A POLÍTICA DO BETÃO
Desde logo, os eleitos da CDU não trabalhariam sem qualquer critério e sem definição de prioridades, ou sem a elaboração de um plano que tornasse sustentáveis os investimentos que estão a ser feitos.

Construir por construir, numa febre de “deixar obra feita”, sem ideias nem projectos para a correcta utilização dos equipamentos, não é um bom caminho para o concelho.
Os problemas sociais estão aí, cada vez maiores e mais graves, e não vemos nenhuma preocupação dos eleitos do PS. O desemprego, agravado pelo encerramento de empresas, a degradação dos serviços de saúde, a pobreza (quantas vezes, envergonhada!), nada parece afectar este Partido Socialista.
Para quê construir estradas que, de momento, não levam a lugar nenhum?
Vejam-se as variantes já construídas e em construção para serviço da ADC 3 (Área de Deposição Comum) na zona do Barro Branco, cujo valor é superior a 2,3 milhões de euros? Que movimento vão ter aquelas estradas? Não seria possível criar os acessos por menos dinheiro? Eram estas obras prioritárias?
Para quê recuperar equipamentos culturais para os manter fechados?
Recuperado, há mais de um ano, quantas vezes foi utilizado o cine-teatro, após um investimento de mais de quinhentos mil euros? Que planos existem para o seu funcionamento regular? Que tipo de utilização vai ter, para além do cinema (que timidamente, começou agora)?
Concluída a recuperação do edifício principal do palacete dos mellos, em finais de Junho, não se sabe o que se vai fazer do logradouro nem quando o edifício passará a ser utilizado pela população. O que se sabe é que continua fechado! Estamos a falar de um investimento de mais de setecentos mil euros, pelo que se torna urgente o seu funcionamento regular como equipamento cultural.
A instalar no antigo Hospício em Borba, o Fórum Transfronteiriço, da Cultura, Património e Juventude é uma obra em execução, adjudicada por trezentos e sessenta mil euros. Para que servem estas instalações? Ou será mais um espaço para ficar fechado? Seria necessária a sua construção, quando os meios financeiros da autarquia são cada vez menores? Seria uma verdadeira prioridade? Ou estamos a “nadar” em dinheiro?
Nos equipamentos desportivos, o cenário é parecido. O arrelvamento do campo de Futebol de Borba é, de facto, uma obra de belo efeito. Não questionamos a sua necessidade, mas sim a prioridade. Foi um investimento de mais de seiscentos mil euros. Enquanto isso, abandonou-se a construção do polidesportivo de Rio de Moinhos e do Barro Branco (iniciados com grande euforia antes das eleições autárquicas de 2005) e reduziram-se os apoios aos agentes desportivos. Que custos acrescidos vai a Câmara Municipal ter com a manutenção e conservação deste espaço?
A construção da piscina coberta vai custar mais de um milhão e quinhentos mil euros, sem contar os elevados custos da sua manutenção.