terça-feira, 9 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Município corta apoio financeiro aos Serviços Sociais dos Trabalhadores da Autarquia

Às duras medidas impostas pelo governo PS/Sócrates contra os trabalhadores da administração local – congelamento de progressões, congelamento e redução salarial, cortes nos abonos de família, aumento da comparticipação para a Caixa Geral de Aposentações, entre outras – junta-se agora uma nova medida imposta pelo PS/Sá que visa cortar o financiamento aos Serviços Sociais. Com esta decisão do município será retirada toda a sustentabilidade aos Serviços Sociais, impossibilitando-os de desenvolverem o apoio prestado aos seus associados, nomeadamente em termos de comparticipações na área da saúde.
O argumento que esta medida visa reduzir a despesa corrente do município é pura demagogia, quando é conhecido que o presidente, que corta cerca de 7000 euros de apoio por ano aos trabalhadores, não teve a mesma preocupação quando contratou o aluguer de uma viatura para uso pessoal, que custa ao município 1000 euros mensais, ou seja 12000 euros por ano. Este mesmo presidente não teve a mesma preocupação, de reduzir despesas correntes, quando decidiu contratar os serviços da empresa da sua cunhada para apoio ao seu gabinete pessoal, por um montante a rondar os 2000 euros por mês, num total de 24000 euros anuais.
A célula do PCP condena as opções políticas da maioria PS na câmara, que nunca tiveram em conta a valorização dos trabalhadores, e que prejudicam claramente as suas vidas e dos seus familiares.
Reafirmamos a necessidade da unidade de todos os trabalhadores na defesa dos seus direitos e apelamos à participação na manifestação nacional da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, do próximo dia 6 de Novembro, bem como na forte adesão à grande Greve Geral de 24 de Novembro.



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

7ª Assembleia da Organização Regional de Évora do PCP

EvoraHotel, 24 de Outubro

Consulta aqui intervenção de abertura de João Pauzinho, membro do Comité Central e Responsável pela OR Évora e aqui intervenção do Secretário-geral do PCP - Jerónimo de Sousa , na sessão de encerramento.

domingo, 17 de outubro de 2010

Festa da Vinha e do Vinho? - Este ano como será?



Festa da Vinha e do Vinho – Que Futuro?


A Festa deste ano era aguardada com enorme expectativa, pois seria o primeiro ano em que esta se realizaria num espaço especialmente concebido para o efeito, o “Pavilhão Multiusos”.
O “Pavilhão Multiusos “- de multiusos apenas poderá ter o nome – confirmou o que o PCP sempre disse: o projecto era demasiado caro para as soluções que iria apresentar. Por quatro milhões de euros esperava-se muito mais desta infra-estrutura e uma maior possibilidade de utilização e polivalência.

O projecto Festa da Vinha e do Vinho de Borba foi desenvolvido a partir do reconhecimento de um produto de excelência, o vinho. A sua promoção aliou-se às potencialidades turísticas e gastronómicas do concelho, ao seu património natural, arquitectónico e cultural, enfim, às suas gentes e saberes.
As primeiras edições da Festa da Vinha e do Vinho procuraram que estes objectivos fossem alcançados, não fechando a Festa num único espaço, antes diversificando os locais e as iniciativas, através da realização de exposições e espectáculos em diferentes espaços de elevado valor arquitectónico, procurando que toda a vila e todos os Borbenses se sentissem em festa, na sua Festa.

Os espaços de exposição no interior dos Pavilhões estavam destinados à promoção e venda de produtos locais e regionais - enchidos, queijos, pão e azeite - e igualmente, à divulgação do artesanato local e regional nos seus diversos materiais - cortiça, madeira, barro e outros – complementando-se esta oferta sempre que possível, com demonstrações ao vivo.
O espaço destinado às tasquinhas era entregue às tascas da região, na sua maioria representantes do concelho de Borba, envolvendo-os na promoção da gastronomia local e regional, através da feitura e apresentação de pratos e petiscos tradicionais.
Os vinhos eram o patrono da Festa e por isso estavam sempre em lugar de destaque. A sua representação, quer em número de adegas, quer em número de marcas foi sempre crescendo ao longo dos anos. Nestes, mereciam lugar de destaque, os produtores do concelho, assumindo-se alguns, como patrocinadores, e outros - a Adega Cooperativa – como membro da comissão organizadora.

Podemos, pois concluir, que a Festa da Vinha e do Vinho desempenhou um papel extremamente importante na vinda de novos visitantes regionais, nacionais e internacionais à descoberta do concelho, dos seus produtos, da sua gastronomia, do seu património, das suas gentes, numa festa construída para mostrar Borba e o que de melhor temos para oferecer a quem nos visita e procura.

As últimas edições da Festa da Vinha e do Vinho têm vindo a descaracterizar o evento, e hoje assistimos à realização de uma iniciativa que cada vez mais se assemelha com todas as outras. É preciso parar para pensar.

Os produtos e os produtores locais – enchidos e queijos - estão cada vez menos representados na Festa. Porquê?
Onde estão as tascas do concelho? Será que os visitantes da Festa da Vinha e do Vinho vem às tascas da Festa à procura de Leitão à Bairrada? De posta Maronesa? Ou vem à procura da gastronomia alentejana, das migas, das burras, do ensopado, da caça etc.…
Como se justifica a inusitada promoção da Ginjinha de Óbidos, atribuindo-lhes os melhores espaços da Festa, enquanto se retira visibilidade aos Vinhos colocando-os no segundo piso? E o Vinho Licoroso de Borba não será o produto a valorizar em detrimento da Ginjinha?
O espaço atribuído ao artesanato deve continuar com o actual modelo, no qual se valoriza apenas o número de participantes ou devidamente organizado a partir de uma selecção criteriosa baseada na qualidade, autenticidade, tradicionalidade e singularidade?

Para o PCP, a marca Festa da Vinha e do Vinho está inegavelmente construída a partir dos saberes e sabores locais, factor preponderante para o desenvolvimento local sustentável. A Festa tem potencial para crescer, se apostar na diferença e não se apropriar de modelos generalistas presentes um pouco por todo o País.
A Festa tem que crescer com os produtos e os produtores do concelho e da região, com as tascas e a gastronomia local e regional, por ser isso que os visitantes procuram. Não foi, não pode ser e se depender do PCP não será, um espaço para vaidades de quem sempre criticou os seus princípios e que a pouco e pouco, graças à pouca capacidade, a vai desmantelando, descaracterizando, matando.

É com o PCP que os Borbenses podem Contar!

A Comissão Concelhia PCP

Será seguido o caminho traçado pelas criticas acima relembradas no comunicado da Comissão Concelhia de Dezembro de 2009?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Até sempre, camarada!

A Comissão Concelhia de Borba do Partido Comunista Português apresenta a mais sentida homenagem à camarada Felícia Celeste Panasco.
A camarada de 80 anos de idade faleceu hoje vítima de doença de coração. Mulher de coragem pelo seu difícil percurso de vida participou nas tarefas do partido, sempre com um enorme espírito de militância.
A toda a sua família e amigos deixamos os mais sentidos pêsames.
Continuaremos a luta que travaste com mais vigor e determinação.
Até sempre, camarada!

A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.

A hora da partida soa quando
as árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen