segunda-feira, 21 de julho de 2008

A cara da diferença ou a diferença dos sem cara

Tenho escrito – e hei-de escrever – diversos textos para o blog. Não leio o blog, porque existem problemas de acessibilidade, mas sei que alguns anónimos, descerebrados, porque a inteligência é pública, respondem com todos os atributos grosseiros, deselegantes, medíocres e arruaceiros que são – e foram sempre – apanágio do grupo de interesses de Borba que se acoberta no P.S.
A cara das ideias manifesta-se, a força dos argumentos evidencia-se, a honradez do combate político tem expressão em reflexões, análises e propostas que caracterizam a dignidade da democracia, espaço de construção, debate e diferença.
A diferença tem, pois, caras… E esses anónimos, provavelmente – acoitados nos paços do concelho, sob bênçãos reverentes, porque não têm cara!?...
Antes de tudo, porque alguns já mudaram tantas vezes de opiniões (caras) sobre tudo e sobre coisa nenhuma, que nem qualquer mestre oleiro seria capaz de lhes esboçar as inúmeras caras que deveriam mostrar, se tivessem carácter…
Suposta a impossibilidade de mostrarem tantas caras, escondem-se no anonimato, vomitam frustrações no insulto, na grosseria, na ignorância, que, se algo os interessa, não é a cultura… o que, de verdade, lhes aguça o interesse, é a carteira!...
Haja clareza: Não respondo nem sustento polémicas com anónimos descerebrados e descarados:
Descerebrados, porque, recusando a argúcia, optam pela arruaça. Descarados, porque escondendo a cara, libertam as vilezas de carácter que os atormentam.
Há um facto que me surpreende, neste pântano de descarados: o insigne presidente da câmara persegue, com desmesurada senha/fúria um autor que, neste blog, lhe terá dirigido palavras que julgou ofensivas; sabe-se que é assíduo leitor do blog; não corará de vergonha perante o cortejo de grosserias dos anónimos sem cara? A cordialidade não é um dos seus mais frequentes atributos, mas, perante tanta incontinência verbal, não se interroga?
Esta é a diferença: As caras batem-se pela diferença. Os sem cara, não sabendo o que seja a diferença, guardam o poder, «cofre forte» das suas queridas carteiras.
…Uma outra diferença significativa: para, segundo me dizem, participar no blog do P.S. exige-se controlo, através de registo. Neste blog – espaço de cultura da diferença – mesmo os sem cara, vociferam todo o ressentimento e alguns pesadíssimos sentimentos de insegurança, tantas vezes já mudaram… Que os motiva a esta diarreia verbal? O pavor que ninguém os respeite, os credibilize, os tome por gente honrada.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Património Construído que futuro II?

VS
Sem palavras...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eleitos – Dignidade, direitos e deveres.

Em política é exigível coerência, é previsível identidade de princípios, é arguível firmeza na forma de realizar o que se projecta e de respeitar o que se diz.
Quando, 1997, o P.S. tinha maioria na assembleia de Borba, em resultado da transigência do PSD, os seus eleitos exaltavam a assembleia municipal, proferindo louvores à democracia e censurando o que diziam ser a escassa importância que a CDU – maioritária na câmara municipal – atribuía ao órgão deliberativo.
Não tinham razão, porque, como sempre, mentiam desaforadamente; pode ser que alguma vez houvesse atraso no envio dos documentos, mas, quando tal sucedesse, vociferavam e bramiam… Assistir-lhes-ia alguma razão, se essa coerência de princípios se sustentasse, logo que alcançaram a maioria nos órgãos [executivo (câmara)] e [deliberativo (assembleia municipal)] Que têm feito? 1. manipulado as actas que não reportam, na verdade, o que acontece nas reuniões da assembleia, mas o que a maioria gostaria que acontecesse; 2. a presidência da assembleia é exercida com suma incompetência e «laivos de tirania», muito próximos da ANP, do marcelismo; 3. sonegam aos eleitos da oposição documentos, de facultação obrigatória, ao abrigo da lei; 4. não respeitam os eleitores, pois quem despreza os eleitos da oposição, despreza aqueles que os elegeram; despreza o próprio órgão deliberativo, faltando, nesse caso, ao devido respeito a si mesmos; 5. desvalorizam o trabalho alheio e reconhecem a mediocridade e seguidismo da sua actividade. Mas essa prática diz-lhes respeito e os eleitores que julguem, oportunamente, aqueles que «mentindo» parecem afogar-se em democracia, mas na actividade concreta assimilam melhor o tempo da «outra senhora» que o tempo da democracia.
Comportamentos prepotentes, procedimentos antidemocráticos, coagiram, por duas vezes, os eleitos da CDU a abandonar reuniões: 1. 23 de Fevereiro de 2007; 2. 28 de Junho de 2008: estando em apreciação o plano de pormenor da Zona da Cerca, o documento não nos foi remetido.
Em conformidade com as mais elementares normas da democracia, requeremos a alteração da ordem de trabalhos, de modo que, analisado o documento, pudéssemos votar em consciência.
Recusada, pela «tirania da maioria» a alteração, restou-nos, por fidelidade a princípios, abandonar a reunião, reservando-nos o direito de tomar as medidas adequadas à reposição da legalidade e democraticidade da assembleia municipal.
Posteriormente, recebemos um «documento caricato» sobre futuros planos de pormenor: julga o ilustre presidente da câmara poder desprezar os eleitos? Julga poder violar, impunemente, a legislação aplicável? Desengane-se, porque os eleitos da CDU não prescindem, em nenhuma oportunidade, dos seus direitos, nem da confiança dos seus eleitores.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Finalmente em condições...



Desta vez sim! Estão reunidas as condições para o 1º Torneio de Futebol no Policimentado do Barro Branco.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Que triste Mulher


30 Abril




01 de Julho

Que triste mulher


Que triste a tua vida

Parada, sozinha, magoada

Que triste onde o teu trabalho parou,

Onde a tua vontade e luta

Estancou!

Que parca homenagem,

Que rude envolvente

O teu túmulo a céu aberto!


Que fazes aí triste mulher?

Foge, e esconde-te do tributo

Que nunca foi...


find&you

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Os pecados mortais do P.S:

1. É um partido de direita; 2. Cultiva, com pertinácia a mentira: a) finge ser de esquerda; b) não cumpre promessas eleitorais; c) rouba aos pobres para dar aos ricos. 3. Grosseria: quem não se recorda das deselegâncias do Ministro Santos Silva? E quem não se indigna com a arrogância do Sr. Pseudo-eng. Sócrates? E a rudeza da ministra da educação? Grosseria e deselegância são atributos do P.S. mentiroso, como gritam os trabalhadores. A mentira é a mais forte acção do Governo que convive pessimamente com a crítica, erigindo-se em autoridade mais próxima do Estado Novo que de qualquer governozinho, débil em conceitos democráticos; a aversão do Sr. Primeiro-ministro aos sindicatos e aos trabalhadores assemelha-o mais a Salazar que a outro estadista europeu, embora pouco amigo da democracia. Que disse, quando o professor foi perseguido, apenas por contar uma anedota? E que fez, quando a polícia, a seu mandato encoberto, visitou sindicatos e intimidou trabalhadores?
Estão, resumidamente, retratados o primeiro-ministro e o seu governo.
Se percorrermos os órgãos regionais sob tutela governamental, ouviremos mandaretes «tiranozinhos» amplificar, com prosápia, a «voz do dono», porque, exibindo prepotência, receberão, mais depressa, as benesses que anseiam!...
E nas autarquias locais? Cá pelo burgo está encontrado o campeão de todos os pecados! O Sr. Presidente da Câmara: incapaz de ouvir qualquer crítica; insolente com os fracos e subserviente com os poderosos; deselegante com qualquer cidadão que lhe recorde promessas; que ira mostra, quando nos órgãos competentes é criticado! Como é deselegante, quando as evidências do desastre que causa a Borba não lhe permitem fugir… como brande, com desmesurada impertinência os processos disciplinares contra alguns trabalhadores! E com que insolência persegue trabalhadores! Não, não digam que não aprendeu bem a lição com os seus ídolos! Como segue a doutrina da «mentira» para que venham, com urgência, os louvores e benesses!...
Pecador empedernido, ou aprendiz de «tirania»?!...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Palacete do Melos - Frente e Verso


Com a recuperação concluída há mais de um ano, que utilidade?

Fachada Principal

Traseiras

terça-feira, 17 de junho de 2008

Delírio, Demagogia e Demissão

A maioria que desgoverna a câmara destacando o presidente – os outros vereadores são mudos – é portadora de certos estigmas: delírio; demagogia; demissão.
Deliram, quando imaginam megalomanias que lhes fazem ficcionar este concelho, como se fosse uma metrópole imensa.
Segregam demagogia, quando perdem a dimensão ética, especialmente no que diz respeito à dívida (20 milhões de euros) já que comprometem o futuro de duas gerações para satisfazer o seu narcisismo.
Já se terão interrogado (não creio) sobre a utilidade dos "elefantes" que erguem? Terão, alguma vez, definido projectos sustentáveis para tanto betão?
Demitem-se: de reflectir (por incapacidade intelectual) sobre a crise social; que sabem sobre a redução de habitantes em Borba? Preocupa-os o crescimento da pobreza no concelho? Que fazem ou fizeram para aliviar o desemprego? Onde estão as empresas sonhadas? E, quanto ao betão, têm estimados os custos da manutenção desses equipamentos, alguns supérfluos?
Pensar faz «dor de cabeça» à maioria! Provoca-lhe indigestões, sendo incómodo. Preferem imaginar uma grande cidade! E, delirando, não os alucinará o sonho de um aeroporto? Quem sabe se o próximo panfleto eleitoral não incluirá tão arrojada imaginação? Por acaso não terão ainda gozado «merecido descanso» na pousada do Convento das Servas? Reina na maioria «grande confusão» entre o delírio das promessas para não cumprir, uma espécie de gigantismo urbano e a inqualificável indiferença perante os verdadeiros problemas deste concelho...

Para onde vai Borba?

O contraste flagrante entre a «megalomania do betão» e a mediocridade cultural é doloroso; não justifiquem com o dinheiro! porque mais umas centenas de euros pouco se notam numa dívida de 20 milhões; a questão não e, pois, dinheiro!
A verdadeira razão é a «pobreza intelectual» da maioria que arrasta ao precipício esta autarquia.
A desmesurada ambição de «fazer História» revelada, de forma ostensiva, pelo Sr. Presidente pode ter duas consequências:
se, por «milagres» operados pela intransparência do P. S. tudo fosse feito, teríamos «História do betão» e lá caberia, por mérito próprio, o Sr. Presidente.
Mas, se, ao contrário, a legalidade for realmente posta em execução, pode acontecer que a História seja outra, substantivamente diferente:
a dívida tornará «inviável» o concelho; e, sendo verdade, o que propõem alguns dirigentes do P. S, podem ser extintos os concelhos economicamente insustentáveis, 2013; sendo assim, a actual maioria com destaque para o Sr. Presidente pode, por imprudência, por imprevidência, ser «coveiro do Concelho de Borba».
Eis outro modo de concretizar a desmesurada ambição: «fazer História»! Desta forma, História negativa...
Claro que o pessimismo é a expressão da realidade, claro que Borba empobrece, claro que Borba perde, com inédita despreocupação, emprego e população, mas que é isto, em comparação com o «betão»? A pobreza cultural associada ao «bacoquismo» são a concretização dum projecto delirante, sonhado de carteira em riste, concebido, imaginando Borba como metrópole ficcionada, sob perniciosa influência de qualquer filme americano, que fará «entrar em êxtase» o personagem dominante desta maioria que foge à realidade e se refugia em imaginadas invasões de «turistas», provavelmente extra terrestres vindos da fantasia! Triste destino terá Borba, se uma réstia de sabedoria não «alumiar» estes dirigentes, por enquanto, deste concelho «terra que encanta» mas que se «des/encanta», com tanta alucinação plasmada em «betão»!...
Sem reverência às alucinações, toleram-se, se esses delírios não repercutirem no desenvolvimento democrático da autarquia; mas, se como tem acontecido, estas opções erráticas forem acompanhadas de perseguição e intolerância, o erro é condenável.
Espera-se que estas críticas sejam aceites, pois a «liberdade de expressão» perturba e a razão ofusca-se, desvanecendo-se a dimensão democrática do Poder.

segunda-feira, 9 de junho de 2008