quinta-feira, 23 de julho de 2009
Cidade
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.
Sophia de Mello Breyner Andresen
1944
Rasgar Bandeiras
«rasgar» apareceu com inaudita força, porque certa dirigente cavernícula, a empregou num «jantarinho» para enaltecer o seu programa conservador, comparando-o com o ultra-conservador da actual maioria; neste centrão das elites oportunistas, velhas, requentadas, corruptas, quem é mais conservador? Quem odeia mais os trabalhadores? Quem despreza mais os grupos desfavorecidos? Quem partidariza mais a educação, quem é mais tolerante com o cortejo de fraudes educativas que conduziu à monumental fraude das impropriamente chamadas «novas oportunidades»? Quem vende a saúde ao sector lucrativo?
Pois este centrão acusa-se entre os partidos que, nos últimos 30 anos detiveram o poder de rasgar políticas.
Mas não rasgaram os três partidos do centrão a democracia? Não rasgaram a Constituição com complacência dos que juraram «guardá-la»? Não rasgaram, apesar da vergonhosa retórica, a declaração dos direitos humanos? Não rasgaram os direitos dos trabalhadores? Não rasgaram a inclusão das pessoas com deficiência? Não rasgaram a autenticidade do poder local, contaminando-a com leis que favorecem as mais escandalosas negociatas? Não rasgam todos os dias a vontade popular com alianças escondidas, simulando diferenças para enganar incautos? Que fizeram na nossa câmara municipal? Que farão, se puderem? Rasgar o mesmo estado democrático, transformando-o em sentinela dos interesses mais obscuros da União Europeia, bastando lembrar o deprimente espectáculo da farsa do dito Tratado de Lisboa, que, rasgando a democracia, querem impor aos povos, para contentar o grande capital e o patronato mais arcaico, aquele que quer, agora, retornar ao século XIX na exploração/opressão dos trabalhadores.
Porque «rasgaram» todas as bandeiras, porque as espezinharam, é tempo de serem punidos, de serem afastados, de ser relevados por quem «guarde fidelidade» às bandeiras da civilização dos direitos humanos, da igualdade, da dignidade da pessoa humana, enfim, do «estado de justiça»...
domingo, 12 de julho de 2009
E.P. para Festa do Avante 2009

Festa do Avante 2009
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domingo, 5 de julho de 2009
As Palminhas dos Pacóvios
Não foi qualquer mérito que fez Borba mudar de título; é a ingente necessidade de deter o poder, de comer das migalhas do orçamento que engordam os barões socialistas, aqui e em toda a parte, com inauditas cumplicidades.
Claro que, perito em tolice, pacóvio pertinaz, deitou não das velhas técnicas fascistas de intoxicação: «fartar vilanagem» é uma técnica muito velha, mas que dá abundantes rendimentos; claro que o circo (sem pão) é um excelente hipnotizador de consciências; eis o que vem a calhar para fazer propaganda, à custa do orçamento de todos os borbenses.
Lá estarão, bem arregimentados, os pacóvios que, num triste espectáculo, na assembleia municipal «bateram palminhas» quais meninos ensaiados para cantar, quando vem o chefezinho bom, aquele que dá «bolinhos», quando convém, mas mata de fome, sempre. Que tristeza! Com estes dirigentes não há cidades que nos valham, não há «palminhas» que adormeçam, porque, a barriga vazia, acorda e, depois, lá bem os justos protestos, as justas reclamações, e, mais cedo que tarde, os pacóvios irão descansar e deixar-nos livres das enormes mal-feitorias que prodigalizaram, ao longo do tempo.
Nada me motiva contra a elevação de Borba a cidade; mas, porque sei que nada vai mudar, porque sei que o desemprego vai continuar a crescer, que a saúde vai ser cada vez pior, porque sei que os jovens vão continuar a sair do concelho, por falta de trabalho, fico indignado com a «mentira calculada» dum poder dissoluto, esgotado e corrupto; não quero qualquer identificação com este pântano podre, com esta pandilha oportunista que «devora tudo» e, com papas e bolos, engana os tolos.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
CDU: uma força a crescer em Borba, com toda a confiança
A onda de confiança que varreu o país e o distrito, também passou por Borba, reunindo activistas, homens e mulheres, que não se acomodaram ás dificuldades. A uma campanha activa e determinada na rua, juntámos-lhe a autenticidade que nos caracteriza, assumindo-nos como uma força alternativa ao dispor do povo.
Fomos a única força politica preocupada com os verdadeiros interesses dos Borbenses, pois fomos os únicos que para além do voto, procurámos informar e esclarecer o que realmente estava em causa nas eleições europeias. Organizámos uma sessão de esclarecimento, realizámos arruadas e distribuição de documentos, colocámos cartazes e pendões por todo o concelho.
O sinal de mudança chegou a Borba. O eleitorado não só penalizou as políticas levadas a cabo pelo Governo PS, mas também, o desgoverno da maioria PS na autarquia.
Estes resultados e o reforço da CDU em número de votos e percentagem, indiciam claramente que se iniciou um caminho de mudança que, esperamos nós, termine com a derrota do PS nas autárquicas do próximo Outono.
O caminho faz-se caminhando, e para isso é preciso, é necessário, é urgente maior afinco na jornada que todos temos pela frente. A vontade daqueles que querem a mudança, a esperança daqueles que querem a ruptura, têm em nós os seus humildes representantes.
Acreditamos que é possível uma vida melhor, a começar já nas eleições legislativas, combatendo as políticas que promovem a desigualdade e o desemprego e nas autárquicas, combatendo com alma, cabeça e coração a política do betão.
Mais CDU, Mais confiança por BORBA.
A Comissão Concelhia PCP
Borba, 23 de Junho 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Apresentação candidatos CDU por Évora
Abílio Fernandes é o mandatário.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Discriminação Política em Borba
Será Verdade? – É Possível?
Sabe-se como tenho criticado e hei-de criticar o presidente da Câmara; quanto mais vou conhecendo os seus intoleráveis comportamentos, mais julgo «meu dever» denunciar este personagem político, pois é como tal que sou seu adversário, porque, enquanto cidadão, nada me move contra o sujeito de direitos e deveres, atributo do universo social.
Reprovei, sempre, o seu provincianismo, a sua mediania cultural, a sua descortesia, a sua prepotência revelada, com incontrolada cólera, quando criticado/censurado. Condenei, sem reservas, os seus tiques autoritários, disse – e digo – que com os seus comportamentos seria «menino querido» de Salazar ou Marcelo, mas, com a conduta do P.S., esse traço se ajusta, perfeitamente, à prática pre-fascista do Governo e partido; isso explica o seu afã de ser «pioneiro» nas hostes distritais do P.S.
«Insolente com os fracos e servil com os poderosos» eis a síntese da conduta do presidente.
Campeão nos processos disciplinares aos trabalhadores, manifestação de falha de autoridade, fundada em conhecimento ou em exemplo, recorre à repressão para se fazer temer, mas, mesmo nesses famigerados processos, não é capaz de conviver com a legalidade, porque, tratando-se de «bons rapazinhos» leia-se apaniguados, é benevolente, sendo insolente com os «maus rapazes» os que reprovam a sua gestão, claro.
É «segredo a vozes» que, quando alguém atingido pelo elevado desemprego causado pela política do desgraçado governo do P.S., festejada pelo «desenrasca dos planozinhos» que o «senhor» aplaude, atendimento favorável depende: - do preenchimento de ficha da J.S., se jovem; - do P.S., sendo maduro.
Será verdade, Sr. Presidente? Não responda, porque sei que faltaria à verdade; seja zeloso no cumprimento do princípio universal que proíbe a discriminação, com fundamento em opção política. Mas saiba: isto seria «terrorismo político; em qualquer país democrático, facto para julgamento, salvo em Portugal, é óbvio, porque o P.S. corrompeu a justiça de tal modo que, se não houver «mudança necessária», em pouco tempo: honrados na prisão; corruptos: a) promovidos aos mais altos cargos do Estado; b) condecorados por relevantes serviços.
Que país é este? Esta é a democracia do Partido Socialista?
Na nossa mão está a mudança! o retorno à dignidade, à honra republicana, reclamam imediata mudança, afastando do poder esta elite dita «socialista» mas que é a «melhor amiga»: de tudo o que gerou a crise; das duras ameaças que pairam: sobre os trabalhadores; com maior impacto, sobre os grupos mais desfavorecidos.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Onda de Confiança
A consciência das dificuldades e quem são os seus causadores tem mobilizado ao longo do país, vontade e força para que no Parlamento Europeu se continue o excelente trabalho realizado pelos eleitos CDU. Apesar dos branqueamentos dos meios de comunicação social, apesar dos condicionamentos à campanha – exemplo o caricato impedimento da candidata Ilda Figueiredo, em se reunir na Direcção Regional de Economia do Centro com os seus trabalhadores na presença dos jornalistas – é um facto que a campanha CDU vai num crescente, mobilizando à sua volta milhares e milhares de trabalhadores, desempregados, jovens e pensionistas, que se revêem nas dificuldades, que se apropriam das soluções, que se impõem com a sua luta e dinamismo. Não se pense que o voto “europeu” de nada nos serve. Quando nos queixamos da contínua desregulação laboral e social em Portugal, do défice de produção nacional, do empobrecimento da agricultura ou da elitização do acesso à educação, fazemo-lo devido à aprovação de inúmeras orientações e directivas no parlamento europeu. Mas isto não iliba o Governo PS, antes denúncia de forma clara e inequívoca que os mesmos que têm aplicado os inúmeros disparates legislativos em Portugal, são os mesmos que no parlamento europeu os aprovam.
Tanto o PS como o PSD, tentam na última semana de campanha, reforçar a sua guerra de alecrim e mangerona, preocupando-se com os espirros mútuos, deixando de parte, aquilo que é fundamental: o trabalho realizado e as novas propostas. Antes querem continuar o jogo da falta de esclarecimento, do circunstancial, fugindo à responsabilidade perante os eleitores. Não nos iludamos com conversas da treta.
Nós CDU, por seu lado continuaremos o trabalho que nos caracteriza, com competência, solidariedade e autenticidade. Para lá das dificuldades inerentes a cada local, existe algo bem maior: um exército com coração e cabeça que a cada palavra, a cada gesto ganha nova vida e AVANÇA.
Que se aproveite esta última semana de campanha, para envolver nesta onda de CONFIANÇA, mais homens e mulheres, que disponibilizem a sua vontade e empenho nesta construção diária que é o nosso futuro.
Até dia 7 de Junho a CDU avança com toda a CONFIANÇA!