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domingo, 18 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Voto de Pesar pela Morte de José Saramago*
A dimensão intelectual, artística, humana e cívica de José Saramago faz dele uma figura maior da nossa História.
A sua vasta, notável e singular obra literária – reconhecida com a atribuição, em 1998, do Prémio Nobel da Literatura – ficará como marca impressiva na História da Literatura Portuguesa, sendo um dos seus vultos mais relevantes.
Militante do Partido Comunista Português desde 1969, construtor de Abril, enquanto interveniente activo na resistência ao fascismo, deu continuidade a essa intervenção no período posterior ao Dia da Liberdade, como protagonista do processo revolucionário que viria a transformar profunda e positivamente a construção da democracia que tinha, como referência primeira, a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.
A CDU propõe que seja aprovado voto de pesar pela morte do Escritor José Saramago e sejam expressas sentidas condolências à sua companheira e restante família.
Os Eleitos CDU
* Apresentado pelos eleitos CDU e aprovada nos órgãos autárquicos
Moção Contra o Encerramento das Escolas do 1º Ciclo
Considerando a profunda crise, visível nos graves problemas económicos e sociais, consequência das políticas dos consecutivos governos PS/PSD/CDS;
Considerando a necessária, urgente e fundamental aposta numa política educativa que assuma a educação como um valor estratégico para o desenvolvimento das regiões;
Considerando a função social do Estado, garante de uma Escola Pública de qualidade, gratuita e democrática;
O eleito CDU propõe à Assembleia Freguesia da Matriz o repúdio veemente contra o encerramento das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico nas freguesias de Orada e Santiago Rio de Moinhos (Nora).
Trata-se de uma medida prejudicial para os alunos, pais, professores, funcionários e comunidade. Em nome das práticas pedagógicas e combate ao insucesso escolar, o Governo PS aplica uma solução meramente administrativa e economicista.
A escola em meio rural é um pólo de animação, partindo desta, projectos colectivos que incluem os alunos, pais, idosos, na construção de saberes, na promoção de dinâmicas locais.
A escola é o último porto de abrigo, no qual ainda se vislumbra alguma réstia de vida e esperança nestas freguesias. É a escola que lhes dá o presente e os prepara para o futuro. É a escola o único espaço que combate o despovoamento, desertificação e dependência.
Fundamentamos a nossa posição em 4 pontos centrais:
1. Consideramos que não é extinguindo postos de trabalho, numa zona já de si fustigada pelo desemprego e precariedade, que se promove o desenvolvimento integrado e sustentável do concelho;
2. Consideramos que a reorganização escolar anunciada pelo PS, agravará desigualdades de acesso a serviços de proximidade, por parte da população;
3. Consideramos o encerramento destas escolas o 1º passo para o declínio destas freguesias, provocando no futuro o êxodo dos seus habitantes em procura de serviços e equipamentos públicos;
4. Consideramos que esta medida trará graves consequências para o desenvolvimento educativo, social e cultural das crianças.
O eleito CDU propõe a esta Assembleia a luta contra estas medidas, convicto que estamos a empreender um processo mobilizador e reivindicativo, fundamental para a protecção das populações residentes no concelho, para a melhoria concreta das suas condições de vida e bem-estar. Exortamos esta Assembleia a exercer pressão junto das entidades municipais, regionais e nacionais, de modo a travar a aplicação destas medidas gravosas para o desenvolvimento da freguesia e concelho.
Junho 2010
Os Eleitos CDU
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Moção aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal de 27 de Junho
De acordo com esta orientação, deverão encerrar as Escolas EB1 de Orada (com 16 alunos) e Nora (com 17), no nosso concelho.
O encerramento de escolas (por decreto), assume um carácter meramente economicista, não tendo em conta múltiplos factores: as elevadas taxas de sucesso escolar nesses estabelecimentos; os investimentos feitos em matéria de aquecimentos, fornecimento de refeições, material informático, e outros. Nas nossas aldeias, o encerramento da escola contribui para o empobrecimento cultural e social e agrava o isolamento. Por outro lado, cria sérios problemas às crianças, às famílias, aos funcionários e à autarquia.
Considerando a profunda crise que vivemos, visível nos graves problemas económicos e sociais;
Considerando a necessária aposta numa política educativa que assuma a educação como um valor estratégico para o desenvolvimento da região;
Considerando a função social do Estado, garante de uma Escola Pública de qualidade, gratuita e democrática;
A Assembleia Municipal de Borba repudia o encerramento das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico de Orada e Nora e solidariza-se com as populações descontentes com estas medidas anti-sociais e puramente economicistas.
Modernizar não é fechar. Educar não é sacrificar. Democratizar não é desertificar. Juntemos as nossas vozes, tomemos individual e colectivamente, posição contra o pretendido encerramento de mais duas escolas no nosso concelho.
Borba, 27 de Junho 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010

Um adeus a Saramago
Não há muito para dizer, neste momento, sobre a morte de José Saramago, nosso Prémio Nobel da Literatura. As palavras, em língua bem portuguesa, utilizou-as ele como ninguém. Li a 1ª edição do “Levantado do Chão” há quase 30 anos e isso moldou, certamente, a minha forma de estar na vida. A maior homenagem que podemos prestar a José Saramago é lê-lo e... ensinar isso aos nossos filhos e a todos os jovens.
As suas obras contribuíram, notavelmente, para a difusão da língua e da cultura portuguesas, por esse mundo fora mas também tiveram efeitos nos seus leitores: inquietaram, desenterraram fantasmas, incomodaram alguns. Para muitos outros, nos quais me incluo, deram voz àquilo que, por vezes, não sabíamos nomear, abriram novos horizontes ao pensamento e ao sonho, ultrapassaram barreiras, afrontaram as “verdades” seculares, fizeram-nos pensar, reflectir na nossa condição humana. Foram obras livres, escritas por um Homem livre. E essas perdurarão no tempo.
Acaba de nos deixar um homem frontal, directo, um escritor único e inimitável. Dizem que a sua escrita é difícil mas só o é até começarmos a ler. Depois, ele cativa-nos e não nos larga até ao fim. Nunca é tarde para começar. E, depois, sentimos que valeu a pena.
Partiu o homem. Fica a sua memorável obra!
Até sempre…
sábado, 19 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Não ao Encerramento das Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico!
Trata-se de um ataque sem precedentes contra a escola pública. Em nome do combate ao insucesso escolar, esconde-se a grande motivação desta reorganização escolar, uma solução meramente administrativa e economicista, não se lhe vislumbrando qualquer racionalidade pedagógica.
O encerramento das escolas do 1º ciclo prejudica gravemente os alunos, os pais, a comunidade:
• Afastam-se os alunos em tenra idade do seu habitat escolar e familiar – quebrando relações de apoio e acompanhamento essenciais;
• Extinguem-se postos de trabalho, aumentam-se os custos de transporte;
• Empobrece-se a dimensão educativa, social e cultural das freguesias, reforçando o seu isolamento e dependência;
• Abandona-se o único espaço que anima e preserva o meio rural, enquanto pólo privilegiado de participação da comunidade.
É necessário, é urgente, é fundamental dizer basta a esta situação.
Entendemos existir outro caminho para o crescimento das nossas crianças, para o seu desenvolvimento educativo, social e cultural, para o bem-estar integrado das comunidades. A Comissão Concelhia de Borba do Partido Comunista Português reafirma a sua intenção de intensificar a luta contra estas medidas, apelando à acção decidida e determinada de todos, população, professores, funcionários e comunidade educativa.
A Comissão Concelhia PCP Borba
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Desfile Évora, 18 de Junho - Com o PCP na rua contra as injustiças e o desastre económico e social

Roubo nos salários e pensões, aumento dos preços, cortes no subsídio de desemprego e nas prestações sociais, corte no investimento público, privatizações, mais injustiça e mais exploração, é esta a politica de desastre nacional que querem impor.
Para o grande capital, para as potências da União Europeia, para aqueles a quem os sacrifícios nunca tocam, ficam os lucros e privilégios.
É preciso agir! É urgente dizer basta!
É urgente travar este rumo de desastre nacional e assegurar a ruptura com a política de direita.
Pelo emprego, em defesa da produção, da justiça social e da soberania nacional, por uma política patriótica e de esquerda, o PCP realizará nos próximos dias 17, 18 e 19 de Junho três grandes desfiles nos centros das cidades de Lisboa, Évora e Porto, respectivamente.
Três grandes iniciativas do PCP abertas à participação de todos os democratas, de todos os patriotas, que aí queiram expressar o seu protesto, a sua indignação e a sua luta por uma vida melhor.
Partida para o desfile em ÉVORA, dia 18 Junho, pelas 17:15, em frente à Câmara
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A Indiferença
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
de alguns padres,
mas como nunca fui religioso,
também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht
